Editorial – Convenções partidárias liberadas e as especulações também

 Editorial – Convenções partidárias liberadas e as especulações também

Tudo o que for dito antes do dia 5 de agosto, prazo final para a realização das convenções partidárias fica no campo da especulação, da perspectiva, do momento. É um “chute”, uma aposta, um jogo.

Apesar de as convenções terem prazo até o dia 5 de agosto para conclusão, a data para fim do registro de candidatura é dez dias após, ou seja, 15 de agosto. No período de dez dias muita coisa poderá e deverá devido ao clima atual, que está bem dentro da política: muita conversa, muito diz-que-diz, mas de concreto, real, conclusivo, muito pouco ou quase nada. Inclusive mudanças no que foi aprovado nas convenções.   

Pré-candidatos dos partidos com maior potencial de voto e “bala na agulha” como o MDB do pré-candidato Maurão de Carvalho, que preside a Assembleia Legislativa (Ale), o PDT do senador Acir Gurgacz, também pré-candidato ao governo, como Maurão e o ex-senador Expedito Júnior ou o ex-prefeito de Porto Velho, José Guedes, pré-candidatos pelo PSDB à sucessão do governador Daniel Pereira eram os nomes, assim com Jackson Chediak do PCdoB “trabalhados” pelos membros dos partidos envolvidos.

O período das convenções foi aberto no último dia 20 e as especulações ganham espaço, principalmente nas redes sociais, onde proliferam as informações falsas. Infelizmente o leitor desavisado, desatento lê, tem como notícias verdadeiras e acaba repassando para outros grupos criando um cipoal de inverdades, que deixa as pessoas desorientadas sobre a realidade dos fatos.

Com as convenções partidárias liberadas desde sexta-feira (20) os bastidores da política estão fervendo. Jesualdo Pires (PSB), ex-prefeito de Ji-Paraná, pré-candidato ao Senado já está sendo apontado como pré-candidato a governador. E o que é mais intrigante: com o apoio do senador Acir, pré-candidato ao governo, mas com problemas com a Justiça Eleitoral e do senador Ivo Cassol (PP). Acir e Cassol são ferrenhos adversários na política estadual e apenas se toleram. Mas é o que se comenta nas últimas horas.

Com Jesualdo guindado pré-candidato a governador a disputa pelo Senado (são duas vagas) ficaria para o fiel escudeiro de Cassol, o ex-deputado federal e ex-prefeito de Ouro Preto do Oeste, Carlos Magno.

É possível a parceria? Sim, mas seria uma guinada muito grande na política local, a princípio impossível, mas nunca inviável, porque em política nada é definitivo.

Outro assunto que predomina no campo político nos últimos dias é a oficialização do nome do ex-senador Expedito Júnior (PSDB) a governador. Ele sempre foi parceiro e um dos responsáveis pela ascensão de Cassol na política, mas hoje, pelos indicativos está do outro lado. Não tem mais o apoio do senador-licenciado.

O PSDB lançou há tempo o ex-prefeito José Guedes como pré-candidato a governador, mas o ato ficou no lançamento, pois ninguém fala na pré-candidatura de Guedes, que foi um dos fundadores nacional do PSDB, quando ocupou o cargo de deputado federal.

Até o dia 15 de agosto, quando terminará o prazo para registro das candidaturas as especulações serão muitas, inclusive a consolidação como citamos, de Ivo Cassol e Acir Gurgacz parceiros, porque pretendem manter o espaço político que conquistaram e não pretendem dividir com novas lideranças.

É o jogo da vida onde cada um tem que buscar o espaço político, econômico, social e financeiro que o mundo capitalista exige. Somente a política proporciona situações como as exploradas no texto onde a menor distância não é uma linha reta entre dois pontos...

Autor / Fonte: Rondônia Dinâmica

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