Vamos ver se prevalece o bom senso na comissão de licitação

Detran

Confusão na licitação para escolha da agência de publicidade que atenderá o Detran. Um servidor público deu notas altíssimas para uma das concorrentes que teria deixando de atender diversos itens obrigatórios do edital. Como se fosse pouco, deu notas baixíssimas para outra concorrente, deixando clara a intenção de manipular o resultado.

Manipulação

São três os julgadores que escolherão a agência que atenderá o Detran. As notas dos dois outros são semelhantes em praticamente todos os quesitos. Somente o servidor público suspeito inseriu números discrepantes, que, se forem considerados, alteram o resultado do certame. Vamos ver se prevalece o bom senso na comissão de licitação.

MP

Este é um bom caso para ser examinado pelo Ministério Público. Existe legislação tratando sobre o assunto. Se o servidor público foi tendencioso, deve ser penalizado. Cabe avaliar a razão de o cidadão ter sido tão tendencioso nas notas que colocou no papel. A real motivação precisa ser explicada. Somente para explicar melhor, o art. 6º da Lei 12.232/10 não aceita diferenças maiores que 20% nas notas dos julgadores.

Políticos

Na Bolívia, recentemente um político foi amarrado em praça pública pela população e teve que ficar lá durante um bom tempo. No Brasil, tem gente com vontade de acrescentar a isso uma boa surra de fio, para ver se ladrões de dinheiro público se endireitam. Isso porque há detentores de mandato que dão péssimos exemplos. Olhem a situação em Candeias.

Madeira

De acordo com boletim de ocorrência, o vereador Lucivaldo Fabricio (PSDC) teria ido até uma escola, com um caminhão, quebrado o cadeado que dá acesso ao pátio e retirado de lá madeira que havia sido doada para a prefeitura. Teria vendido tudo por R$ 11 mil. O caso veio à tona e a Câmara não faz nada. Parece que a Mesa Diretora só persegue vereadores do PDT e do PSB.

Denúncia

O empresário que comprou a madeira, ao tomar conhecimento sobre a origem do produto, foi até a prefeitura e “entregou” Lucivaldo. Depois disso, teria sido procurado pelo vereador, que teria lhe pedido para não falar mais nada, abafando o caso.

Da Hora

Como se fosse pouco, o também vereador Marcos da Hora (MDB) teria procurado o empresário e proposto que a denúncia fosse modificada. Da Hora teria pedido que o comprador da madeira dissesse que tinha ido até a escola e retirado o material a pedido do prefeito. Em troca, teria oferecido portaria na Câmara.

Polícia

O caso acabou indo parar no Ministério Público, porque, segundo denúncia, a Polícia Civil em Candeias do Jamari não teria tomado providências. A explicação seria simples: Lucivaldo Fabricio e Marcos da Hora atuam na área de segurança. Eles também seriam aliados de um candidato a deputado federal falastrão, acostumado a dar golpe em eleitores.

Autor / Fonte: Nilton Salina

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