Aécio, o zumbi do PSDB

Por Luciana Oliveira

Nem choro, nem vela, mas muitas vaias.

O Fora Aécio foi o momento mais emocionante da convenção nacional para eleger a nova executiva do PSDB.

Não adiantou contratar quem pranteasse sua morte política, demonstrando apoio com faixas e bonés.

O outrora líder foi tratado como quem provocou a morte da sigla partidária e apareceu para distribuir cumprimentos no velório.

Aécio que tantas vezes praguejou a morte do Partido dos Trabalhadores acabou assistindo ao próprio enterro, dentro de casa.

40 minutos foi o tempo em que suportou o desterro do ninho.

O sujeito que confessou a delator ter protocolado ação para anular uma eleição “só pra encher o saco do PT”, conseguiu mesmo foi causar arrependimento ao partido por apoiar o desatino.

Aécio alinhavou a mortalha do PSDB com discursos moralistas falsos. É muito por ele que o partido simboliza um ajuntamento de pessoas com maus desígnios, que cobram de outros o que são incapazes de fazer.

Só muito rabo preso justifica que o presidente que ameaçou mandar matar quem o delatasse não tenha sido expulso da sigla.

Aécio vai assombrar por muito tempo os tucanos que se alimentaram de fingimento.

O partido que tem o terceiro maior número de filiados, atrás do PMDB e PT, colhe desilusão popular com o golpe à democracia e revolta pelo apoio à destruição de direitos.

O PSBD comprou caixão, contratou carpideiras e até tinha pronto os santinhos de falecimento do PT.

E a pergunta que não cala é: qual líder foi enterrado politicamente com o golpe de 2016 e que partido tem cara de velório hoje?

A implosão da mentira é inequívoca.

Autor / Fonte: Luciana Oliveira

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