Agricultor paga faculdade do filho com venda de produtos da agricultura familiar

Agricultor paga faculdade do filho com venda de produtos da agricultura familiar

Produtor Almiro Caldeira se diz satisfeito com o Programa de Aquisição de Alimentos

Pelo quarto ano consecutivo, o agricultor Almiro Caldeira dos Santos vende os produtos que planta, como feijão, hortaliças, melado de cana e rapadura ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), gerido pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri). Agora, ele está se preparando para a venda de feijão, anunciada em reunião que aconteceu na Câmara Municipal de Alto Alegre dos Parecis, onde serão adquiridas 35 toneladas de feijão dos agricultores familiares daquela localidade.

Almiro faz parte da Associação Che Guevara, localizada em um assentamento de agricultores no km 3 da Linha P-34, no município de Alto Alegre dos Parecis, da qual é o tesoureiro. Há três anos eles cadastraram as duas associações existentes no PAA e desde então realizam a venda do que produzem ao programa. O PAA adquire produtos da agricultura familiar num total de R$ 6,5 mil ao ano por produtor, e doa a escolas e creches para incorporação à merenda escolar. Também doa a entidades assistenciais que cuidam de famílias em situação de risco alimentar.

Segundo ele, o PAA foi um alento aos agricultores do assentamento. “Este é um dos melhores programas”, destaca Almiro, afirmando que os preços são bons e ajudam demais na renda das famílias do campo.

O agricultor, que trabalha com a esposa e dois filhos, cita que a renda do PAA possibilita que pague a faculdade do filho Marcelo Caldeira, que está se formando em ciências biológicas.

O filho mais novo também faz o curso técnico em agropecuária. Junto à família, ele planta em 16 hectares café, feijão, hortaliças; e possui uma agroindústria de derivados da cana, que produz cerca de 600 quilos ao mês de melado e rapadura, que também são vendidos ao PAA para ser incorporados à merenda escolar.

CONQUISTAS

Almiro ainda citou a importância de um caminhão que conseguiram em comodato com a Seagri para o trabalho da associação. “Com o caminhão conseguimos fazer em seis meses o serviço que levaríamos perto de quatro anos”, disse, detalhando que foi possível puxar mudas de café, transportar o café da roça para o secador, puxar palha de café para fazer cobertura de plantas novas, além de puxar feijão e fazer outros serviços para as mais de 20 famílias que o caminhão atende. “Além de facilitar os nossos serviços, ainda conseguimos cobrir os gastos do caminhão”, observou.

Autor / Fonte: Mirian Franco/Secom

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