Americano rouba polegar de estátua chinesa de 2.000 anos

Americano rouba polegar de estátua chinesa de 2.000 anos

Antigos soldados de terracota chineses no Museu dos Guerreiros e Cavalos da dinastia Qin (221-206 a.C) em Lintong, província de Shaanxi, na China (China Photos/Getty Images)

O americano, Michael Rohana, de 24 anos, está sendo acusado de roubar o polegar de uma estátua chinesa de mais de 2.000 anos e cujo valor ultrapassa 4 milhões de dólares. As autoridades chinesas pediram nesta segunda-feira a punição severa do rapaz e acusa o Instituto Franklin, na Filadélfia, Estados Unidos, que expõe as estátuas emprestadas da China, por “falta de cuidado”.

O roubo aconteceu em dezembro de 2017 e a ausência do dedo foi percebida apenas em janeiro. Segundo informou os investigadores do caso, Rohana estava participando de uma festa no Instituto no dia 21 de dezembro quando entrou na exposição do Exército de Terracota, que ainda não estava aberta ao público. Ele utilizou a lanterna do seu celular para admirar as esculturas e tentou tirar uma selfie com uma delas.

Nesse momento ele se apoiou na mão de uma das estátuas, quebrando o polegar dela. Em vez de avisar aos funcionários do local sobre o dano, o rapaz preferiu guardar o dedo no bolso e foi embora.

A ausência do dedo só foi notada no dia 8 de janeiro e não em questão de dias o FBI localizou a casa de Rohana, em Delaware. Ele admitiu que havia levado o polegar e guardado em seu guarda-roupa.

O homem foi preso, mas liberado logo após pagar uma fiança de 15.000 dólares. Ele é acusado por roubo de peça de arte de um museu, ocultação de obra de arte roubada e transporte interestadual de propriedade roubada. Até que seja julgado, está proibido de deixar o país.

Exército de Terracota

O Exército de Terracota é uma coleção de estátuas de mais de 8 mil soldados que representam os guerreiros do primeiro imperador chinês, e foram enterrados juntos a ele em 210 a.C.. Segundo a crença, eles protegeriam o imperador em sua vida após a morte. A obra foi encontrada por camponeses em 1970 e é considerada a maior descoberta arqueológica do século passado.

Por esse motivo, as autoridades chinesas estão exigindo uma punição severa a Michael Rohana e acusam o Instituto Franklin de não ter cuidado das esculturas. Elas estavam emprestadas para uma exposição que ainda deve ser exibida até o próximo dia 4.

Nesta segunda-feira, o diretor do Centro de Promoção do Patrimônio Cultural de Shaanxi, Wu Haiyun, “condenou fortemente” o que ele chamou de “falta de cuidado” por parte do Instituto e avisou que pode pedir uma indenização.

“Nós pedimos que os Estados Unidos punam severamente o acusado”, disse Haiyun, em entrevista à emissora estatal chinesa CCTV. “Nós apresentamos um protesto sério a eles”. Dois especialistas serão enviados para avaliar os custos do reparo do dedo na estátua.

Autor / Fonte: Veja

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