As comemorações pelos 80 anos do Bainha começaram

A graça do personagem Bicho Folharal no Arraial.

De repente, surge aquela figura coberta de folhas, correndo sem parar pela arena do Arraial Flor do Maracujá. É o BICHO FOLHARAL um item da brincadeira, que não dança, não canta e nem faz apresentação especial para os jurados. Ninguém sabe explicar qual a função do Bicho Folharal na brincadeira de boi bumbá e o que é mais intrigante: Por que sua presença é obrigatória e inclusive é submetida a avaliação pelo corpo de julgadores e tem mais, se o grupo de boi não colocá-lo na arena, perde dois pontos. Quer dizer, a falta do Bicho Folharal pode derrotar o grupo.

Como surgiu o Bicho Folharal

Os mais antigos na brincadeira de boi bumbá em Porto Velho como é o caso do artesão do boi Corre Campo José de Castro Alves o Zé Comichão conta a seguinte história: “Quem inventou esse negócio de Bicho Folharal no boi bumbá de Porto Velho foi o Acrísio. Certo dia ele chegou com o Lourenço Amo do boi Malhadinho,. Isso na década de 1970 e disse que naquela noite, por sinal, noite do batizado do boi, iria se apresentar com uma fantasia diferente. Ninguém ligou para o que ele disse. Quando foi a noite, a brincadeira já havia começado, o ritual do “Batismo” do Malhadinho estava para começar. Lourenço puxa a toada ‘Vaqueiro vai buscar meu boi bumbá...’ e quando o Malhadinho mete a cara na porteira do curral, a meninada começa a correr com medo de um SER que surgiu do nada, subindo pelo cercado do curral, o Bicho estava todo coberto com folha de bananeira. Pulou no meio do terreiro e ficou de cocoras, sem dizer nada e sem fazer nada. Começa a correr e a dar cambalhotas no meio da arena. A cena foi tão hilária, que o Amo Lourenço esqueceu de dar prosseguimento ao Ritual do Batizado. Foi então que se lembrou a promessa do Acrísio que disse, que naquela noite iria colocar uma FANTASIA totalmente diferente.

A partir daquela noite e por todos os demais anos, até os dias atuais, o Bicho Folharal passou a ser figura obrigatória na brincadeira de boi bumbá, é tão importante que é quesito de julgamento durante a apresentação do grupo.

Esse estilo de Bicho Folharal, só existe na brincadeira do Boi Bumbá de Porto Velho. Em Parintins o Bicho Folharal é o Curupira o guardião da floresta. Aqui, o Bicho Folharal é o protetor do Boi Bumbá.

Lenha na Fogueira

De hoje a dois dias, ou seja, dia 11, o sambista compositor Bainha completa 80 anos de vida. A festa pra valer, vai acontecer no dia 18, uma realização da prefeitura de Porto Velho através da Funcultural.

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As comemorações pelos 80 anos do Bainha começaram com o desfile da escola de samba Asfaltão cujo enredo, foi a história do sambista mais antigo e mais carismático de Rondônia.

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Bainha sem sobra de dúvida, representa para o samba de Porto Velho o que Mestre Monarco representa para a escola de samba Portela do Rio de Janeiro.

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Por falar nisso, Bainha é Portelense desde a barriga de sua mãe dona Marieta. Tem um detalhe: no convite que está rolando nas redes sociais, a Funcultural informa que terá uma surpresa do Rio de Janeiro na festa que vai acontecer no Mercado Cultural no dia 18.

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Para não deixar muita expectativa, segundo o Beto Cezar quem vem diretamente da Portela participar da festa dos 80 anos do Bainha, é a Luciana filha do Mauro Diniz e Neta do Monarco.

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O que vou relatar agora, tem cheiro de golpe. Acontece que alguns dirigentes de grupos de quadrilha junina, solicitaram a direção da Federon a recontagem dos pontos dados pelos julgadores de quadrilha durante o Flor do Maracujá.

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A reunião da recontagem foi marcada para a noite de terça feira dia 7. Na hora AGA o responsável ou o dirigente que solicitou a tal de recontagem das notas das quadrilhas, retirou a solicitação e aí é que entra o que está me parecendo uma ARMAÇÃO contra o meu boi Corre Campo.

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Alguns dirigentes de bumbás, como dizia o saudoso deputado ÍNDIO, na calada da noite, procederam a recontagem das notas dadas pelos julgadores aos grupos de bois bumbás.

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O interessante foi que não houve comunicação oficial da direção da Federon convocando os dirigentes dos bumbás para participar da tal recontagem.

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A convocação foi meio que escondida, pois apenas postaram no grupo de watsapp da Federação o seguinte: “Já que fulano pediu a recontagem eu também quero que as notas do meu grupo sejam recontadas”.

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Aí os que se achavam prejudicados marcaram presença na Federon e chamaram o responsável pela Comissão de Jurados professor Marco Teixeira e procederam a recontagem.

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Os que solicitaram a recontagem estavam certo, o que não considero legal, foi não terem comunicado a direção do Corre Campo e assim, como o Corre Campo não se fez presente a reunião da recontagem, também não recontaram seus votos e no final o resultado foi modificado;

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Depois da recontagem a classificação dos bumbás ficou assim: 1º lugar Diamante Negro; 2º lugar boi Manhoso; 3º lugar Boi Marronzinho; 4º lugar boi Az de Ouro e 5º lugar boi Corre Campo.

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A troca de posição foi entre o segundo lugar que antes era o Marronzinho e passou a ser o Manhoso, Nada Contra:

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O Az de Ouro em virtude de não abrirem para recontar o envelope com as notas do Corre Campo, saiu da reunião festejando a classificação em 4º lugar colocando o Corre Campo para 5º.

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Como no final da apuração de Domingo dia 5, fotografei a planilha com as notas de todos os grupos de bois-bumbás. Ontem de manhã, ao tomar conhecimento da nova apuração e classificação me lembrei que tinha todas as planilhas e então passei a somar a pontuação do Corre Campo e descobri, que nela também havia alguns erros, que se corrigidos, colocariam o Gigante Sagrado novamente m 4º lugar.

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Só não podemos confirmar, porque o presidente do Az de Ouro e o presidente do Corre Campo solicitariam ao professor Marco Teixeira a recontagem oficial das notas do Corre Campo. E assim deve se proceder.

RUMOS

Residência e Festival Corpus Urbis abre convocatória para performers

Está aberta convocatória, até o dia 15 de agosto (quarta-feira), para artistas ou coletivos de artistas brasileiros e não brasileiros participarem da Residência e Festival Corpus Urbis – 4ª edição – Oiapoque. O projeto é de performance e intervenção urbana e foi contemplado pelo Rumos Itaú Cultural 2017-2018. As inscrições podem ser feitas pelo site: https://corpusurbis.wixsite.com/corpusurbis.

Os inscritos precisam residir há no mínimo três anos no país e terem o desejo de investigar e intercambiar seus processos de criação e pesquisas de linguagem atravessados pelo contexto sociocultural e convivência junto às comunidades indígenas do Amapá, na cidade do Oiapoque. A residência e o festival, acontecem de 22 de setembro a 1 de outubro e serão sediados no Oiapoque, com suas ações estendidas para as aldeias do Manga e de Santa Izabel. Os processos artísticos desenvolvidos na residência serão apresentados durante o Festival nos espaços públicos da cidade.

Ao todo, participarão 22 artistas: 12 indígenas – alunos e/ou ex-alunos do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Campus Binacional do Oiapoque da Universidade Federal do Amapá – e 10 não-indígenas. O projeto custeará passagem aérea, hospedagem, alimentação, translado Macapá-Oiapoque-Macapá, transporte para as aldeias e ajuda de custo para os artistas selecionados.

SERVIÇO:

Rumos Itaú Cultural 2017-2018

Residência e Festival Corpus Urbis

Inscrições convocatória: até 15 de agosto

Resultado da convocatória: dia 20 de agosto

Residência e Festival: de 22 de setembro a 01 de outubro

Local: Aldeias do Manga e Santa Izabel, Oiapoque (AP)

Informações e inscrições: https://corpusurbis.wixsite.com/corpusurbis

facebook.com/HYPERLINK "http://facebook.com/corpusurbis"corpusurbis  @corpusurbis

Autor / Fonte: Zekatraca

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