Colonizar a Lua ficou mais difícil com descoberta de que ela é bombardeada por destroços


Astronaut Edwin E. "Buzz" Aldrin Jr. poses for a photograph beside the U.S. flag deployed on the moon during the Apollo 11 mission on July 20, 1969. Aldrin and fellow astronaut Neil Armstrong were the first men to walk on the lunar surface with temperatures ranging from 243 degrees above to 279 degrees below zero. Astronaut Michael Collins flew the command module. The trio was launched to the moon by a Saturn V launch vehicle at 9:32 a.m. EDT, July 16, 1969. They departed the moon July 21, 1969. (AP Photo/NASA/Neil A. Armstrong)

Más notícias para os futuros colonizadores da Lua: aquela pedra com poeira e sem ar que você já sonhou como destino para sua fuga está cheia de projéteis mortos ao redor. Segundo um novo estudo, nosso satélite natural está sendo bombardeado por destroços em alta velocidade, com um índice 100 vezes mais rápido que modelos anteriores estimaram.

Esta surpreendente descoberta veio após a análise de imagens capturadas pelo LRO (Lunar Reconnaisance Orbiter), uma espaçonave da NASA que tem estudado a Lua desde 2009. Nos últimos sete anos, as câmeras do LRO coletaram cerca de 1 milhão de imagens em alta resolução da Lua. Nem todas as imagens podem ser sobrepostas. No entanto, cerca de 14 mil delas podem, permitindo que sejam feitas comparações de antes e depois.

Ao escrever para a Nature, pesquisadores das universidade do Estado do Arizona e da Cornell disseram que usaram o banco de imagens do LRO para identificar 222 crateras recentemente impactadas. Com variações de tamanho entre 30 centímetros e 42 metros, estas pedras espaciais contam a história de um mundo que está constantemente sendo alterado por encontros violentos de objetos em nosso vizinho cósmico. “Isso é algo que acontece a toda hora”, afirmou Emerson Speyerer, um dos líderes do estudo, à Nature.

A equipe também observou 47 mil mudanças sutis na superfície — marcas formadas quando o meteorito atinge a cratera e envia uma onda de pedra derretida através da superfície a altas velocidades. Estas características, conhecidas cientificamente como “splotches” (manchas), estão “arando” centímetros de regolito lunar com uma frequência extraordinária, fazendo com que toda a superfície lunar seja drasticamente alterada a cada 81 mil anos. É um pensamento esquisito, mas quando nossos ancestrais distantes olharam para a Lua, o visual dela pode ser sido sutilmente alterado, mas profundamente diferente do que vemos hoje em dia no céu.

 

 

 Esta não é a primeira vez que cientistas se animam com os níveis incomuns de atividade na Lua. Um estudo publicado na Nature há alguns anos também concluiu que uma chuva de meteoros estava atingindo a poeira lunar com uma frequência maior do que registrada antes, o que significa que, infelizmente, as pegadas dos astronautas da missão Apollo sumirão muito em breve.

 

Com evidências cada vez maiores que apoiam a ideia de que nosso vizinho cósmico é praticamente um saco de pancada do sistema solar, nós devemos começar a pensar com cuidado em como devemos fazer uma infraestrutura anti-destroços. Caso não consigamos, as coisas não serão muito boas para quem ficar dando bobeira na Lua.Abaixo, algumas imagens recentemente liberadas pela espaçonave japonesa Kaguya, que captou uma série de fotos da Lua:[ASU News]Imagem do topo por AP Photo/NASA/Neil A. Armstrong

Autor / Fonte: Gizmodo Maddie Stone

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