Confúcio Moura: um governador mais ou menos

Confúcio Moura: um governador mais ou menos

O trabalho de fiscalização e acompanhamento de promessas realizado pelo G1 não deixa margem para dúvidas

Porto Velho, RO – Politicamente, o senador da República Confúcio Moura, do MDB, mostrou-se excepcional jogador ao almoçar Tomás Correia, presidente regional do partido, e, logo depois, abocanhar Valdir Raupp na sobremesa à época em que formalizou sua candidatura após a conturbada convenção partidária da legenda, inegavelmente o episódio mais deplorável do pleito em 2018.

Além de empurrar Raupp para fora do Senado, Moura comprovou ainda ter mais sorte do que juízo quando venceu o empresário Jaime Bagattoli (PSL) – impulsionado pelo efeito Bolsonaro – por pouco mais de 18 mil votos, margem irrisória levando em conta uma disputa em que seis entre 13 candidatos fizeram mais de cem mil votos.

Portanto, no tabuleiro, o ex-governador deu as cartas cadenciando suas jogadas conforme as partidas à disposição.

Mas como ele se saiu como chefe do Executivo nos últimos quatro anos (2015/18)? De acordo com o trabalho de fiscalização e acompanhamento do G1 Rondônia, mais ou menos.

CONFIRA
As promessas de Confúcio

Confúcio cumpriu integralmente apenas 15 de um total de 33 promessas apresentadas para o segundo mandato.

Dentre elas, não construiu os apartamentos para servidores públicos; deixou de expandir o Programa Prato Cheio; não implantou a Universidade Estadual de Rondônia e muito menos incluiu a realização de transplante de fígado no Hospital de Base. Essas são as que ele não passou nem perto de cumprir.

Por outro lado, o ex-comandante do Palácio Rio Madeira deixou pela metade outros 14 pontos do seu Plano de Governo, devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à ocasião em que lançou sua candidatura à reeleição.

Por exemplo: a expansão do Programa Tudo Aqui ficou pelo caminho, e a gestão não alcançou a meta dos 100% estipulada para inclusão da população em situação de extrema pobreza nos programas de transferência de renda do governo federal.

Soma-se às promessas não cumpridas o rombo milionário do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Estado de Rondônia (IPERON), este deixado no colo do governador Coronel Marcos Rocha (PSL), para caracterizar um mandato bastante meia-boca, totalmente alheio ao desenho que o próprio Confúcio faz de si em seu blog particular.

O monitoramento do G1 Rondônia agora passa a fiscalizar as promessas registradas pelo novo chefe do Executivo, e é imprescindível que haja acompanhamento incessante também patrocinado pela população rondoniense a fim de separar bravatas de campanha de propostas sérias e críveis.

Outro governador mediano atuando especialmente num contexto de crise financeira seria um desastre tanto para o Estado quanto para sua população.

Logo, um administrador menos estrategista no que diz respeito aos joguetes do Poder, mas sensível às causas socioeconômicas da região, terá, obviamente, condições de se sair muito melhor na condução dos trabalhos.

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Autor / Fonte: Vinicius Canova

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