Destruir a reputação de alguém é mole; quase impossível é reconstruí-la

Destruir a reputação de alguém é mole; quase impossível é reconstruí-la

É sempre bom repor a verdade! Porque destruir a reputação de alguém, é facílimo. Jogar o travesseiro de cima do prédio é ótimo, mas recolher as penas, impossível. Há milhares de casos iguais ao do ex-prefeito de Machadinho do Oeste, Marinho da Caerd (foto), que chegou a presidir a Associação dos Municípios de Rondônia, a Arom, denunciado (e condenado pela opinião pública), porque teria comprado, ilegalmente, um veículo que mandou blindar,  para sua segurança.

Que não se diga que o Marinho da Caerd seja santo, que nunca cometeu qualquer erro ou até que não tenha culpa no cartório em alguma outra ação. Nada disso. A intenção não é tirar a culpa de quem eventualmente a tenha. O que se questiona é a forma simplória como algumas biografias são jogadas na lama, antes mesmo que se saiba se houve realmente crime; se há merecimento de condenação, na medida em que o investigado recebe a execração pública, sem que sequer algum tribunal tenha decidido sobre o assunto. A simples denúncia do MP, que existe mesmo para isso (embora às vezes exagere), passa a ser, na opinião pública, mote para destruir a vida do alvo do processo. O caso que a coluna aborda é apenas um pequeno exemplo, para fins de debate. Mas é o caso mais importante do mundo para o ex prefeito Marinho da Caerd, mas muito mais para o cidadão  Mário Alves da Costa, seu nome real; para seus assessores, que também foram denunciados e as famílias de todos, além de todos os seus amigos.

Marinho comprou uma camioneta Hilux e mandou blindá-la, depois que foi vítima de um atentado. Na sentença que o absolveu, o magistrado lembrou desse detalhe vital, ignorado na denúncia. Em determinado trecho da sentença, o juiz  Muhammad Hijazi Zaglout  analisa, até com alguma ironia, sobre a compra do veículo: “Ora, esse é justamente o fim que se espera com a aquisição do veículo – transporte de pessoas e coisas de um lugar a outro, no interesse público –, ao passo em que a blindagem não pode ser tida como um luxo ou capricho desnecessário, ainda mais considerando a peculiar condição do Município de Machadinho do Oeste”. Fácil é destruir a imagem de qualquer homem público. Impossível é reconstruí-la. Mas, ao menos por aqui, nessa coluna, a verdade sempre tem espaço, mesmo que o caso envolva apenas um cidadão comum, que foi prefeito de uma pequena cidade, mas  tratado como criminoso. Não cometeu crime, diz a Justiça, ao menos nesse caso. Mas sua imagem? Ah, essa talvez nunca mais seja reconstruída.

A CIDADE QUE MAIS CRESCE

Há sim coisas boas acontecendo, mesmo que como ilhas, cercadas de más notícias por todos os lados. Em Rondônia, pelo menos, ainda existe o que comemorar, sim! A situação do Estado é positiva, em relação ao resto do país e há algumas cidades que podem ser citadas como exemplo muito positivo. Ji-Paraná está neste contexto. Hoje com cerca de 150 mil habitantes; com seus 64 bairros e uma administração de segundo mandato do competente prefeito Jesualdo Pires, a cidade é a que mais cresce no Estado. Destaque especial desta semana da revista Valor Econômico, edição nacional, Ji-Paraná está preparada para receber grandes empresas e grandes investimentos. A industrialização da cidade já é real, com mais de cinco mil empregos gerados. Novos empreendimentos, incluindo dois shoppings, representarão ainda mais avanços para a economia e para o desenvolvimento da cidade. Ji-Paraná vai muito bem. Bem administrada, cheia de projetos, a cidade não tem tempo para viver de queixumes e lamúrias, como a maioria das cidades médias brasileiras, muitas delas quebradas.  Ji-Paraná está com seus olhos voltados para o futuro. Lá, as coisas funcionam!

AOS POBRES, NADA!

Sempre contra os mais pobres! Como as leis são duras contra o cidadão comum! Se o fossem também contra bandidos, viveríamos então  num país dos justos. Quando é para fazer valer a lei contra os mais fracos, ah!, daí é moleza! Mais uma vez, os vendedores que ganham um dinheirinho nas festas, nos eventos e nos finais de semana, na Praça Madeira Mamoré, no centro da Capital, estão proibidos de trabalhar por lá. Dias atrás, um vídeo mostrou a ação dantesca de fiscais da Prefeitura, agredindo um ambulante que vendia balões naquela área. Agora, nova determinação vinda da Justiça Federal, proíbe o comércio de ambulantes no local. Quando a marginália tomou conta da Praça da EFMM, fumando crack, traficando vários tipos de droga, assaltando os frequentadores do local, não se viu ação prática de nenhuma autoridade, seja federal, estadual ou municipal. Mas quando os pobres vão para um local público (não estão no meio da rua, não estão prejudicando o comércio das lojas), aí não pode. É um país de hipocrisia. Pobre que trabalha é tratado como criminoso. E os criminosos “trajando”  tornozeleira eletrônica, andando pra lá e pra cá, muitas vezes praticando novos crimes. Aí pode! Uma vergonha!

EDSON NA RECORD NEWS

Uma voz importante no PMDB rondoniense, em busca de mais um mandato como deputado estadual, Edson Martins é reconhecido como um parlamentar ativo, que se destaca por seu trabalho em benefício dos mais necessitados e também pelo seu discurso conciliador. Ele fala sobre suas atividades na Assembleia, em entrevista exclusiva a Sérgio Pires, no programa Direto ao Ponto, neste sábado. A gravação vai ao ar na Record News Rondônia (Canal 58) a partir das 11h30. Simultaneamente, pode ser acompanhada na Sky pelo Canal 358 e pela TV a Cabo, Canal 17. A partir de domingo, estará no ar no site Gente de Opinião e vários outros do Estado. Na conversa, Edson fala também sobre a pré candidatura de Maurão de Carvalho ao Governo; sobre o momento positivo da Assembleia, sobre a crise política nacional e ainda comenta o momento econômico de Rondônia, principalmente do agronegócio, entre vários outros temas. Não perca!

MENOS SETE  

Repercutiu na Assembleia Legislativa, com um protesto do deputado Léo Moraes, o fechamento de sete zonas eleitorais, em decisão assinada  pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes. Rondônia vai perder duas zonas na Capital e cinco no interior (em Presidente Médici e Alvorada do Oeste). Nas duas cidades do interior, os eleitores terão grande dificuldade de deslocamento para votar, destacou Léo Moraes, lamentando que o TSE esteja tomando medidas para economizar financeiramente, mas causando  grandes problemas para quem precisa encontrar seu local de votação. O parlamentar ainda destacou que Porto Velho, uma das cidades com maior área territorial do país, vá perder duas zonas eleitorais, “justamente num momento em que a participação do eleitor, com seu exercício de cidadania, é vital para o que o país precisa”. Léo pediu apoio aos demais pares, para que somem esforços no protesto, tentando impedir o fechamento das sete zonas. 

FOGO CRUZADO DA GLOBO

Não dá mais nem pra disfarçar. A Rede Globo colocou todo o seu prestígio em jogo; atirou na lama um jornalismo de qualidade de décadas; mudou sua linha editorial e está dando um péssimo exemplo de jornalismo desqualificado, ao tomar posição radical contra o presidente Michel Temer. Não há equilíbrio, nem bom senso, nem respeito. A mais importante rede de TV do país  está jogando no lixo boa parte da sua história, ao se posicionar abertamente pela cassação do Presidente, não importam se não existam provas ou se existem (existem sim!), mas tentando condená-lo antes do amplo direito à defesa e ao contraditório, o que ensina a plena democracia. Por trás de tudo, há suspeitas de que a poderosa empresa estaria pressionando (para não dizer chantageando) o governo, para autorizar a compra da OI, sem o pagamento das dívidas e impostos. Mas isso, é claro, pode ser apenas mais uma fofoca. Mas que o noticiário contra Temer está se tornando ridículo, está sim!

VALEU A VOZ DO POVO

O PMDB bem que tentou, mas perdeu. A Câmara de Vereadores de Rolim de Moura, numa medida aplaudida por toda a comunidade, decidiu diminuir de onze para nove o número de cadeiras. Essa foi a composição que começou a atual legislatura, em janeiro. O PMDB argumentou que a decisão era ilegal, porque na proporcionalidade em relação à população, o correto seriam mais duas cadeiras. Os argumentos apresentados pela Câmara Municipal de Rolim de Moura, em defesa da manutenção de nove cadeiras, foram aceitos pelo Tribunal de Justiça do Estado. Ainda cabe recurso, mas na cidade, ninguém quer ouvir falar em ter mais vereadores do que o número já existente. Se a população fosse ouvida, certamente os que ainda querem que volte a ser de onze o número de nobres edis, certamente saberiam o que pensa o eleitor de, ao invés de diminuir, aumentar os representantes no legislativo municipal. Afora os interessados diretos, ninguém quer saber de mais gastos com vereadores. Nem em Rolim de Moura e nem em qualquer outra cidade brasileira.

PERGUNTINHA

Você acha que nas eleições do ano que vem, terão realmente mais chances de serem eleitos os chamados caras novas da política ou a maioria continuará sendo aqueles mesmos que vêm repetindo mandatos há muitos e muitos anos?

Autor / Fonte: Sérgio Pires

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