Editorial – Ações eleitorais espremem ‘laranjal do PSL’ e podem reduzir o partido a bagaço em Rondônia

Editorial – Ações eleitorais espremem ‘laranjal do PSL’ e podem reduzir o partido a bagaço em Rondônia

Crise no governo federal reacende a discussão sobre acusações de fraude durante as eleições no estado

Porto Velho, RO – A crise no governo federal gravitada em torno do pivô do escândalo Gustavo Bebianno, nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro como ministro-chefe da Secretaria-Geral, mas que, aparentemente, será exonerado oficialmente na segunda-feira (18), remonta a três ações já em trâmite na Justiça Eleitoral envolvendo o PSL também em Rondônia.

A celeuma no Planalto acendeu o sinal de alerta para o questionamento necessário onde a preocupação principal é compreender quantos hectares, ou alqueires, se for o caso, tem o laranjal eleitoral do partido que hoje abriga tanto o mandatário da República quanto o governador do estado.

Sem a resposta, nos resta apontar por ora que, num contexto micro, a Região Norte germinou sua própria semente supostamente irrigada de maneira ilegal,  alimentando a pequena muda. Dali surgiu uma bela laranjeira e, para quem se recorda das aulas de biologia sobre sexo das flores (androceu, gineceu, etc...) irá perceber seu hermafroditismo real espelhado ao significado figurativo aplicado ao termo.

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Aqui em Rondônia, portanto, o laranjal apontado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE/RO) através da atuação do procurador Luiz Gustavo Mantovani em ações contra candidatos da sigla liberal está ligado à violação da lei eleitoral em relação às cotas de gênero.

E as acusações, basicamente as mesmas norteadas pelo Partido da República (PR) em petição protocolada pelo advogado eleitoralista Juacy Loura Júnior, demonstram em suas entranhas o caráter monoclino do partido, porquanto as violações aventadas revelam o uso fantasioso de candidaturas femininas para alavancar os homens do PSL: resumindo, trata-se da encarnação hermafrodita patrocinada pela interação aparentemente ilícita de dois sexos na mesma legenda.

A fraude eleitoral esmiuçada tramita nas hostes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RO), onde, segundo a legislação vigente, deverá promover o julgamento das demandas dentro do prazo de um ano.

Se os juízes resolverem descer o malhete e espremer as laranjas, a Justiça reduzirá, consequentemente, o partido a bagaço em Rondônia, já que eventuais decisões desfavoráveis ao PSL gerariam a cassação dos diplomas de todos os suplentes do partido, alcançando, ainda, os dois deputados eleitos – um federal, outro estadual.

Autor / Fonte: Rondoniadinamica

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