Irritado com a imprensa, deputado sugere a jornalistas que fiscalizem auxílios no TJ e MP e pode eclodir ‘guerra’ entre Poderes

Irritado com a imprensa, deputado sugere a jornalistas que fiscalizem auxílios no TJ e MP e pode eclodir ‘guerra’ entre Poderes

Jesuíno Boabaid e Maurão de Carvalho / Foto: Assessoria ALE/RO

Porto Velho, RO – O deputado estadual Jesuíno Boabaid (PMN) responsabilizou a imprensa pelas críticas sociais desencadeadas após a Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE/RO) aprovar auxílio-alimentação no valor de R$ 6 mil mensais a cada membro do Poder.

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Irritado, discursou no Plenário da Casa de Leis na tarde desta sexta-feira (18) na contramão das manifestações de seus colegas de parlamento que, diferentemente dele, reconheceram o erro e parabenizaram as medidas adotadas pelo presidente Maurão de Carvalho (PMDB) no sentido de trabalharem coletivamente pela revogação do ato.

A irritação de Boabaid, segundo outros deputados ouvidos por Rondônia Dinâmica, está intimamente ligada ao fato de o parlamentar ter sido o relator do malfadado Projeto de Resolução 377 concedendo, consequentemente, parecer favorável à matéria.

MP e TJ na ‘mira’ de Boabaid

Boabaid, nitidamente contrariado com a presença de jornalistas no auditório da ALE/RO, questionou por que os profissionais da área não protestam contra os auxílios auferidos por membros do Tribunal de Justiça (TJ/RO) e também do Ministério Público (MP/RO), gerando mal-estar no Plenário.


“Acabamos de resolver um problema. Estávamos quase colocando a pá de cal no assunto quando o Jesuíno, mais uma vez, fala além da conta e coloca tudo a perder. Agora pode desencadear uma guerra entre Poderes porque não consegue aceitar uma derrota imposta não pela imprensa, mas pela população. E o cidadão agiu corretamente, diga-se  de passagem”, confidenciou um parlamentar entrevistado no saguão da Casa de Leis. Ele pediu para não ser identificado a fim de não se indispor com Boabaid.

Esse é outro problema para o peemdebista Maurão de Carvalho que, com jogo de cintura, terá de justificar e colocar “panos quentes” nas relações institucionais. Aliás, os deputados decidiram que, além de retirar o auxílio, irão cortar 20% do valor mensal destinado à verba indenizatória.

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Depois de ver o auxílio-alimentação ser rechaçado tanto pela população quanto pelo parlamento, Jesuíno voltou as baterias aos componentes da mídia, responsáveis, segundo sua ótica, pela frustração.

Agora, somente após a queda do auxílio que recebeu seu parecer favorável, o momento de instabilidade financeira por que passa o Brasil e a crise econômica que atinge milhões de pessoas teria condições, finalmente, de acender um debate sério no intuito de atingir a austeridade necessária.

Autor / Fonte: Rondoniadinamica

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