João Bento da Costa representa Rondônia em evento educacional nos EUA

João Bento da Costa representa Rondônia em evento educacional nos EUA

Porto Velho, RO – A Escola Estadual João Bento da Costa (JBC), situada à Zona Sul de Porto Velho, já começa a colher os bons frutos da condecoração no prêmio Gestão Escolar 2017 em Rondônia.

Francisco Rodrigues Lopes, o Chiquinho, que há oito anos comanda a instituição de ensino na condição de diretor, embarcará no começo de março para os Estados Unidos da América a fim de representar Rondônia em intercâmbio envolvendo série de eventos educacionais promovidos pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) em parceria com a Embaixada Brasileira e patrocínio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que pertence à Organização das Nações Unidas (ONU).

Ao Rondônia Dinâmica, Chiquinho revelou expectativas para o rol de atividades em solo norte-americano, como funciona o Projeto Terceirão e falou, ainda, sobre a mudança de olhares em relação ao JBC desde a premiação. E reportagem também conversou com o professor José do Nazareno Silva, o Professor Nazareno, que expôs impressões acerca do feito e relatou os avanços do colégio na sua área de atuação: a redação.

Rondônia Dinâmica – Como será essa viagem aos EUA?

Chiquinho – No dia 28 vamos a Brasília, onde haverá uma preparação para os eventos nos EUA. A viagem em si será no dia 03 de março.

RD – Quem são os realizadores e patrocinadores do intercâmbio?

Chiquinho – O Consed, a Embaixada Brasileira e também aUNESCO, que patrocina a viagem e a hospedagem; já a Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) participa custeando as diárias.

RD – Como o JBC foi selecionado para ir aos EUA representar Rondônia?

Chiquinho – Vencemos o Prêmio Gestão Escolar em 2017 e isso nos credenciou ao intercâmbio. Por conta da correria do dia a dia o JBC ainda não havia participado, mas no ano passado fomos pressionados e, para a nossa alegria, acabamos vencendo.

RD – E houve outras  competições em seguida?

Chiquinho – Sim. Nós fomos a Rio Branco para receber o prêmio. Lá mesmo concorremos pela Região Norte, onde o projeto premiado foi o de Tocantins. Mas todos os Estados premiados em suas unidades receberam essa viagem de intercâmbio aos EUA.

RD – Que tipo de cronograma foi estabelecido?

Chiquinho – Nós conheceremos as melhores escolas e universidades americanas. Haverá troca de experiências entre educadores não só do Brasil, mas de outros países. Será uma agenda bem cheia, né? Serão quatro dias em Washington, e o restante no Arizona.

RD – No que consiste o Projeto Terceirão, vencedor do prêmio Gestão 2017?

Chiquinho – O Projeto Teceirão é dedicado a colocar alunos carentes na universidade. Nossos alunos – a maioria pelo menos – são carentes. Porque quando os professores criaram o projeto em 2000, perceberam que muitos alunos concluíam o Ensino Médio e paravam por aí. Encontravam com o aluno na rua e ouviam dele: “Ah, estou parado, fazer o quê?”.  E o projeto tem dado certo desde então.

RD – Em que sentido?

Chiquinho – A cada ano que passa aumenta a quantidade de alunos ingressando às universidades. Em 2017, por exemplo, colocamos algo em torno de 90% dos alunos nas universidades, sejam em federais, ou pelo Sisu ou ProUni, onde o aluno não tem gastos.

RD – Como o senhor enxerga essa valorização do exterior em relação à nossa educação enquanto aqui perdura a negligência?

Chiquinho – Precisamos mudar essa situação. Como você mesmo disse, lá fora eles [países do exterior] nos valorizam mais e, muitas vezes, aqui não existe o mesmo tratamento. A gente acredita, percebe que de um tempo pra cá, o apoio é muito maior. É possível que esteja mudando o panorama.

“A diferença dos seres humanos para os animais irracionais, é que o ser humano coopera”. Essa frase sintetiza a concepção de um dos fundadores do Projeto Terceirão acerca de seus frutos.

José do Nazareno, o Professor Nazareno, acredita que a unidade de esforços faz do JBC um exemplo, e o mesmo poderia ocorrer com todas as demais instituições de educação no Estado.

“O JBC dá certo porque todos os professores pensam dessa maneira. O professor Arimatéia, o professor Walfredo Tadeu, o professor Suamy e eu fundamos o Projeto Terceirão na escola pública. E depois ganhamos colaborações de outros tantos professores excelentes, bons administradores. É assim  que tem de ser em todos os setores públicos do Brasil, não só de Rondônia”, concluiu.

Autor / Fonte: Rondoniadinamica

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