Opinião: Futuro de Porto Velho nas mãos dos jovens políticos

Opinião: Futuro de Porto Velho nas mãos dos jovens políticos

Além do prefeito Hildon o eleitor da capital tem Léo Moraes, Mariana Carvalho e Vinícius Miguel como nomes expressivos para reivindicar a prefeitura em 2020

As eleições gerais realizadas em outubro já estão com os eleitos praticamente consolidados. A diplomação em Rondônia deverá ocorrer na primeira quinzena do próximo mês de dezembro, a posse do presidente da República e dos governadores no dia primeiro de janeiro e dos dois senadores de cada Estado, deputados federais e estaduais em primeiro de fevereiro. Até aí morreu Neves.

Na política o que está na boca do povo em Rondônia são os nomes dos futuros secretários de Estado, que está sendo omitido pelo governador-eleito, coronel Marcos Rocha (PSL). Talvez por dificuldades em conseguir nomes com condições de ocuparem os principais cargos ou pela falta de conhecimento para a função a que foi eleito, o que é normal pelas circunstâncias da sua eleição.

Deixando de lado o hoje e já pensando no amanhã, em 2020 teremos eleições a prefeito e a vereador. E o futuro da capital Porto Velho, município maior que vários Estados da Federação, com cerca de 7 mil km de estradas vicinais, maior produtor de gado de corte do Estado, mas difícil de ser administrado. O prefeito Hildon Chaves (PSDB), que a exemplo de Marcos Rocha foi eleito de forma surpreendente deverá buscar a reeleição, que a princípio teria terminado com a minirreforma eleitoral, mas que permanece para 2020.

Além de Hildon, que deverá buscar um novo mandato e político da “nova safra” temos no mínimo três nomes novos em condições de disputar o cargo em 2020. O deputado federal-eleito Léo Moraes (Podemos), o ex-candidato a prefeito da capital Vinícius Miguel (Rede) e a deputada federal Mariana Carvalho (PSDB).

O primeiro da lista é o jovem deputado estadual Léo Moraes (Podemos), que foi eleito federal com a maior votação do Estado com 69.565. Ele foi candidato a prefeito em 2016, errou na estratégia de campanha e mesmo assim foi para o segundo turno, mas acabou sendo derrotado por Hildon.

Dos três jovens citados, que deverão disputar a prefeitura da capital com Hildon, caso opte pela reeleição, Léo é o mais experiente. Ele já foi vereador de Porto Velho, se elegendo em 2012 e a deputado estadual em 2014. Com dois anos vereador chegou a Assembleia Legislativa (Ale).

A partir de fevereiro próximo como deputado federal, Léo terá que rever a estratégia, caso pretenda –e muita gente acha que deve– disputar a Prefeitura de Porto Velho em 2020, pois tem densidade eleitoral para isso. O problema é que o cargo de deputado federal afasta muito o político do povo, o que não é bom para quem tem pretensões de disputar uma prefeitura.

Mariana Carvalho se reelegeu com votação bem abaixo da conquistada em 2014 quando somou mais de 60 mil votos. Apesar de realizar uma campanha ostensiva e organizada este ano somou menos de 39 mil votos. Ele já foi vereadora eleita em 2010 e disputou a prefeitura da capital em 2012. Mesmo sendo muito bem votada, com mais de 41 mil votos ficou na terceira colocação, perdendo para Mauro Nazif (PSB), por uma diferença menor de 3 mil votos. Nazif acabou sendo eleito no segundo turno superando Lindomar Garçon (PV) que tinha chegado à frente no primeiro turno.

O não menos jovem Vinícius Miguel foi a surpresa das eleições a governador deste ano. Lógico, após a vitória contundente no segundo turno de Marcos Rocha, favorecido com o “efeito Bolsonaro”, que contagiou o país e elegeu o capitão do Exército e deputado federal presidente da República. Vinícius Miguel foi o mais bem votado na capital onde conseguiu quase 70 mil votos com um percentual de 30,28% dos votos válidos.

A nova “safra” de políticos já chegou. Porto Velho já elegeu Hildon em 2016 e, entre os nomes de maior destaque está ele e mais Léo Moraes, Mariana Carvalho e Vinícius Miguel. Bom para o eleitor, que já demonstrou em 2016 e 2018, que busca mudanças e já tem pelo menos quatro nomes em condições de administrar a difícil Porto Velho com sérios problemas de saúde, mobilidade, saneamento básico, infraestrutura, rodovias vicinais, segurança e iluminação pública dentre outras itens não menos importantes.

Autor / Fonte: Waldir Costa / Rondônia Dinâmica

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