Opinião: Precariedade das rodovias estaduais prejudica economia

Opinião: Precariedade das rodovias estaduais prejudica economia

O período de inverno amazônico (chuvas) deverá ser encerrado em maio próximo. As chuvas deste ano chegaram com maior intensidade e o Estado e as prefeituras enfrentam inúmeros problemas, um deles a conservação das estradas, sejam elas vicinais ou rodovias pavimentadas.

A maioria das prefeituras tem dificuldades, para cumprir compromissos financeiros com fornecedores e muitas com os servidores, na questão de 13º salário e algumas relacionadas ao pagamento mensal. Em parte a situação das vicinais, pelo menos para este ano estaria superada, graças ao trabalho do ex-diretor geral do DER, Luiz Carlos Katatal.

Uma das finalidades dos recursos do Fundo para Infraestrutura de Transportes e Habitação (Fitha) é fomentar as prefeituras na recuperação e adequação das estradas vicinais. É a garantia do direito constitucional de ir e vir das pessoas.

No final do governo Daniel Pereira (PSB), Katatal assegurou para as prefeituras, que estavam com suas obrigações em dia, recursos dos convênios do Fitha para recuperação das vicinais. Como os convênios são verbas carimbadas, específicas não há como aplicar os recursos para outras finalidades.

As prefeituras, mesmo com boa parte em dificuldades financeiras tiveram os recursos para recuperar e restaurar as vicinais assegurados. Menos mal.

Já as rodovias pavimentadas, de responsabilidade do governo a situação é crítica. Não há nenhuma RO que não esteja com o piso e a sinalização comprometidos. Algumas estão intransitáveis e favorecendo acidentes com vitimas fatais E o que mais preocupa: o DER não tem recursos financeiros disponíveis e suficientes para poder atender a demanda. O parque de máquinas também está distante da necessidade e o futuro para o setor é sombrio.

Estado em crescimento e carente de investimentos em todos os setores Rondônia “patina” no desenvolvimento. A chegada do agronegócio com os grãos (soja e milho) se integrando a pecuária, hoje com mais de 14 milhões de cabeças de gado a precariedade da malha rodoviária “trava” o futuro econômico-social do Estado.

Apesar de oferecer um porto graneleiro moderno, eficiente facilitando as exportações da produção agrícola e pecuária Rondônia peca, porque as rodovias pavimentadas não receberam o devido cuidado. Mesmo a BR 364, a principal rodovia federal pavimentada do Estado, que serve de ligação da produção das safras de grão do Sul do Mato Grosso para exportação, através do porto não recebe o devido cuidado e atenção do governo federal.

O governo estadual, ainda, em fase embrionária (não completou 30 dias) deve priorizar a recuperação e adequação das RO’s, para elaborar o orçamento do Estado, para o próximo ano. Sem rodovias transitáveis o ano todo Rondônia terá a economia comprometida e queda na arrecadação, com sérios prejuízos para o futuro do Estado.

Rondônia, assim como a maioria dos demais Estados depende da malha rodoviária em plenas condições de tráfego o ano todo, pois infelizmente as ferrovias não foram priorizadas. Nem todo Estado produtivo, como Rondônia, tem um rio navegável como o Madeira e um porto estratégico para exportação da produção agrícola, pecuária e a leiteira que vem crescendo a cada ano. Mas a produção tem que chegar ao porto.

O DER deve ser priorizado no novo governo, para o bem da economia do Estado. A bancada federal exigir que a BR 364, a “Rodovia da Morte” seja de fato recuperada e restaurada. É o mínimo que senadores e deputados podem fazer para Rondônia.

Autor / Fonte: Waldir Costa / Rondônia Dinâmica

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