Pré-candidato ao governo, Pimenta diz que Confúcio envergonhou Rondônia, administrou só para os ricos e deixou dívida bilionária

Pré-candidato ao governo, Pimenta diz que Confúcio envergonhou Rondônia, administrou só para os ricos e deixou dívida bilionária

Porto Velho, RO – Em exclusiva ao Rondônia Dinâmica, o polêmico Nascimento Antônio da Silva, conhecido politicamente como Pimenta de Rondônia (PSOL), anunciou, mais uma vez, pré-candidatura ao governo. É a sua oitava disputa em eleições.

O homem que costuma inflamar os debates ganhou maiores holofotes durante a última disputa à Prefeitura de Porto Velho quando fora sumariamente retirado dos embates televisivos por conta da minirreforma política patrocinada pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

À ocasião, o deputado Leo Moraes (Pros), que chegou ao segundo turno daquelas eleições, chegou a entrar na Justiça para que Pimenta pudesse participar do último debate antes da conclusão do primeiro turno, na Rede Amazônica – sem êxito.

À redação, Pimenta abordou sua visão sobre o governo Confúcio Moura (MDB), em relação aos vínculos do senador Ivo Cassol (PP) com a Lava Jato, acerca da prisão do ex-presidente Lula e expôs suas metas para 2018.

Rondônia Dinâmica – O senhor já definiu a pré-candidatura ao governo este ano?

Pimenta de Rondônia – Sim, sou pré-candidato ao governo com o mesmo plano que apresentei nas últimas eleições.

RD – Não tem receio de ser censurado nos debates como ocorreu em 2016?

PR – Conheço a lei, não posso ignorá-la. Aquilo ocorreu por causa do Cunha, quando da minirreforma no Congresso, e do pacto com as emissoras sobre a posição dos candidatos nas pesquisas.

RD – Sem mágoas, então?

PR – Olha, entendíamos que quem não poderia participar seria o Roberto Sobrinho (PT), porque estava impedido. O Hildon Chaves (PSDB) tinha 1,8% nas pesquisas e eu estava empatado tecnicamente com o Ribamar Araújo (PR). Aceitei, mas fiquei sem compreender o porquê de algumas coisas.  

RD – E quais são as metas políticas de agora?

PR – Nossas propostas políticas são as mesmas, pautas idênticas às de sempre. A população de Rondônia continua sofrendo em virtude de os Poderes não decidirem em favor das pessoas humildes. O Estado está endividado, a Administração Pública não melhorou. Se tirarem os políticos, talvez fique melhor. Porque do jeito que está não dá!

RD – E como avalia o governo Confúcio?

PR – Não houve geração de emprego e renda, apenas benefícios aos que ocupam cargos comissionados. O Estado tem quase 10 mil cargos comissionados, então [o governo] foi bom só para a classe política.

RD – Mas o governo é bem avaliado nacionalmente...

PR – Em Rondônia, a vida boa é só para quem é beneficiário político, não importando os Poderes. O governador Confúcio envergonhou a população quando conduzido coercitivamente pela Polícia Federal (PF). Seus parentes estão envolvidos em corrupção, aliás, seu partido praticamente inteiro também. Houve secretários presos e obras que sequer foram entregues. Corrupção no Espaço Alternativo, nos viadutos... E isso é ruim para a imagem do Estado.

RD – Não há nada de bom para comemorar?

PR – Não houve avanço sequer na saúde. [Confúcio] Pegou o Estado com três bilhões em dívidas e está deixando do mesmo jeito. E ainda pegou um bilhão em empréstimo do governo Dilma. Temos um problema sério de água, com a Caerd no estado em que está. O prejuízo de Rondônia nesses oito anos foi grande em virtude de muitos congressistas e outros políticos milionários do Poder estarem envolvidos em corrupção.

RD – Mudemos de assunto: o que você pensa a respeito da prisão do ex-presidente Lula, do PT, já em segunda instância?

PR – Entendo que o Supremo usou das prerrogativas da Justiça dentro dos tribunais. A prisão em segunda instância é uma realidade. E o outro lado? Se fosse o Aécio preso, ou outros direitistas, qual seria o comportamento do PT? Decisão tem de se cumprir.

RD – E a velocidade processual no caso de Lula?

PR – Pois é. O que não pode acontecer é pegar um processo do Lula e passar na frente de todo mundo. Há um julgamento político, sim, mas não podemos esquecer que o mesmo  STF e demais tribunais julgam em cima de jurisprudência. Então se o Lula foi condenado em segunda instância, e está preso por isso, é preciso que a postura seja mantida. O ex-presidente foi omisso nas reformas necessária. É preciso que se faça uma reforma reafirmando a posição de prender ou não, deixando tudo muito claro.

RD – Então não houve violação de direitos constitucionais, na sua visão?

PR – Claro que houve. Foi uma prisão política, embora eu concorde porque há jurisprudência que a respalda. Entretanto, as provas não são contundentes. A 4ª Turma fez um julgamento sumário e decidiu que manteriam o ex-presidente preso.

RD – Qual o seu posicionamento acerca das acusações que pairam sobre o senador Cassol (PP) na Lava Jato?

PR – Como ele é senador por Rondônia, é ruim. Principalmente para o eleitor que irá votar. O processo dele é moroso. Por quê? Já houve muitos julgamentos e recursos. E por que é ruim para Rondônia? Porque temos dois senadores que brigam o tempo inteiro, um chamando o outro disso e daquilo. O Estado fica mal visto. Se ele deve à Justiça, tem de prender, precisar ser condenado. Por isso, essa questão dos recursos precisa ser revista de uma vez por todas antes do processo eleitoral.

RD – Por que só agora, antes do processo eleitoral?

PR – Porque são candidatos com muitos milhões para disputar eleições e a Lei da Ficha limpa não pode permitir que essas mesmas pessoas participem do pleito. É preciso que a PF diga se as acusações são verdadeiras ou não. E não é só o Cassol, há o Raupp, o Edgar do Boi, enfim, precisamos saber sobre todos eles, culpados ou não. A PF não pode ser morosa agora, pincipalmente às vésperas das eleições.

RD – Mas o senhor tem alguma opinião sobre o que já foi exposto até aqui?

PR – Procuramos não fazer juízo de valor sem que haja a condenação desses indivíduos. Não vamos usar desses meios para nos promover politicamente. Nossas propostas formam um ótimo projeto político, repetindo o de 2014, com plano de celebrar no Estado o denominado Congresso do Povo. Lá, a população será ouvida e daremos prioridade nos investimentos em políticas públicas.

Autor / Fonte: Rondoniadinamica

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