Presídios são revistados por homens das Forças Armadas

Presídios são revistados por homens das Forças Armadas

Operação de Garantia da Lei e da Ordem tem o objetivo de localizar armas, celulares e drogas em presídios. Antiga Casa de Detenção também está sendo vistoriada na operação Ajuricaba.

Cerca de 400 homens das Forças Armadas e órgãos de segurança pública estadual iniciaram, nesta quinta (10), uma operação de revista na Casa de Detenção e no Centro de Ressocialização de Ariquemes (RO), onde 11 presos fugiram na semana passada. A operação "Ajuricaba" tem como objetivo verificar e extinguir a existência de armas, celulares e drogas dentro dos presídios da cidade.

De acordo com o Exército Brasileiro, a operação nas unidades penitenciárias de Ariquemes foi solicitada pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), com base no decreto presidencial de janeiro de 2017, que permite o uso das Forças Armadas para a garantia da Lei e da Ordem nos presídios do País.

Conforme a 17ª Brigada de Infantaria e Selva (17ª BIS), diversos meios são empregados na operação em Ariquemes, entre eles 26 viaturas militares, nove detectores de minas, dois detectores de equipamentos eletrônicos, cinco cães farejadores e outros.

Participam da ação 271 homens do Exército, 2 homens da Marinha do Brasil e 3 homens da Força Aérea Brasileira, e ainda 124 policiais militares e civis.

Além da 17ª Brigada de Infantaria e Selva, contribuem na operação o Ministério Público Militar, Polícia Militar (PM-RO), Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar.

Revista no Centro de Ressocialização de Ariquemes (Foto: Diêgo Holanda/G1)

O resultado da operação, com a divulgação dos objetos ilícitos encontrados, deve acontecer em uma entrevista coletiva marcada para a noite desta quinta em Porto Velho.

Presídio Novo

O Centro de Ressocialização de Ariquemes foi inaugurado no dia 27 de julho e uma semana depois, no dia 3 de agosto foi registrada a primeira fuga no local. Na ocasião, 11 apenados fugiram após serrarem a grade de uma cela.

A obra do presídio custou mais de R$ 10 milhões, o dobro do previsto inicialmente e foi entregue com 7 anos de atraso, após diversas paralisações na construção.

A capacidade anunciada pelo Governo do Estado na inauguração é de 230 presos, no entanto, o Exército informou que atualmente 470 detentos estão na unidade.

Autor / Fonte: Diêgo Holanda, G1 Ariquemes e Vale do Jamari

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