Quem será o governador de Rondônia em 2019?

Quem será o governador de Rondônia em 2019?

Porto Velho, RO – Há muito não se constatava um processo eleitoral tão complicado como o desenhado, a princípio, para as eleições deste ano, que envolverão os cargos de presidente da República, duas das três vagas ao Senado, governadores e deputados (federal e estadual).

O número de pré-candidatos a presidência da República já passou dos dois dígitos: 11. Certamente o número aumentará até as convenções de julho próximo.

Em Rondônia cresce a cada dia os postulantes a governar o Estado a partir de janeiro do próximo ano. Nomes que a princípio estavam no topo das pesquisas, como num passe de mágica ficaram –ou estão– fora do processo eleitoral do próximo mês de outubro.

Para o Senado estarão disponíveis duas vagas. Os senadores Valdir Raupp (MDB-RO) e Ivo Cassol (PP-RO) ocuparão suas cadeiras até o final deste ano. Raupp é pré-candidato à reeleição. Mesmo sofrendo pressão com relação aos R$ 500 mil, que foram doados para a campanha política de 2010, na época o PMDB-RO e a devida prestação de contas à Justiça Eleitoral continua sendo um forte candidato.

O maior adversário de Raupp estava dentro do mesmo partido, o governador Confúcio Moura, que repentinamente comunicou que não será candidato e cumprirá seu mandato até o final. É importante destacar, que, ainda, não há nenhuma manifestação pública de Confúcio sobre o assunto. Certeza mesmo somente no próximo dia 7, quando terminará o prazo para desincompatibilização. Até lá muita água passará embaixo da ponte.

Outro nome expressivo para o Senado seria do ex-senador Expedito Júnior (PSDB). Pessoas ligadas a ele garantem que disputará as eleições deste ano, mas ao governo e não ao Senado.

Ocorre que o partido que Expedito domina O PSDB regional, porque tem a maioria do diretório presidido pela deputada federal Mariana Carvalho. O diretório nacional quer Mariana disputando as eleições deste ano, não à reeleição, mas ao governo do Estado. E não há como negar que os tucanos nacionais estão corretos.

Voltando a cenário dos senadores temos mais um nome, caso Expedito concorra ao governo do Estado, lembrando que para isso terá que mudar de partido, que é do prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires (PSB). Apesar de sua pré-candidatura ter esfriado um pouco, devido Confúcio não renunciar (por enquanto) e o vice Daniel Pereira (PSB), afirmar que é pré-candidato (governo, Senado ou deputado federal), Jesualdo é um nome com considerável aprovação popular. Certamente está aguardando o próximo dia 7 para saber se permanece prefeito ou concorre ao Senado.

Há outros pré-candidatos ao Senado. O pastor Aluizio Vidal (REDE) está sempre entre os favoritos. Tem identificação com o eleitorado da capital e nos últimos anos ganhou espaço no interior. É um nome a ser considerado.

Como menos chances estão Francisco Pantera (PCdoB) e o advogado Caetano Neto, ainda, sem partido, mas está entre o Podemos e o Psol. O ex-vereador de Porto Velho, Bosco da Federal procura um partido e pretende disputar o Senado.

Como pré-candidatos ao governo há vários nomes, poucos em condições de ao menos chegar ao segundo turno. Mas é importante lembrar que em política (quase) tudo é possível.

Dois nomes de destaque estão com problemas com a Justiça Eleitoral: os senadores Ivo Cassol, do PP e Acir Gurgacz, que preside o PDT no Estado. Cassol está inelegível devido a ato de improbidade administrativa no período em que foi prefeito de Rolim de Moura. Gurgacz foi condenado recentemente devido a problemas particulares, nada relacionado a administração pública.

Ambos garantem que disputarão a sucessão de Confúcio Moura, mas as chances maiores de escapar da inelegibilidade são de Acir.

O PSDB enfrenta problemas internos. O pré-candidato é o ex-prefeito de Porto Velho, José Guedes. O diretório nacional quer a deputada federal Mariana Carvalho, que preside o diretório regional. O ex-presidente do regional e ex-senador Expedito Júnior, que a princípio disputaria o Senado, agora investe numa pré-candidatura a governador. Caso Expedito mantenha sua pretensão, ele ou Mariana terão que mudar de partido e Guedes ignorado. O prazo é o próximo dia 7. Os tucanos estão se bicando internamente e as penas estão no ar...

O MDB tem Maurão de Carvalho, presidente da Assembleia Legislativa (Ale) como pré-candidato. Há tempo realiza um bom trabalho nos bastidores. A expectativa é que, após o próximo dia 7, Maurão abra o leque da sua pré-campanha até as convenções de 20 de julho a 5 de agosto.

O PSB, que estava com tudo preparado para assumir o governo e disputar a reeleição “queimou a largada”, como se diz em corrida de automóveis. O vice Daniel Pereira (PSB) ultrapassou a linha de largada antes do tempo e, a princípio, perdeu a chance de governar o Estado e candidatar-se à reeleição. Deixou de ser o favorito para ser um azarão. Mesmo que opte por uma candidatura ao Senado ou a deputado federal, terá que renunciar a vice, bem diferente se assumisse o governo e fosse à reeleição no exercício do cargo.

Há possibilidades de um nome novo. Um deles do ex-procurador geral do Estado, Héverton Aguiar, ainda sem partido. Héverton foi destaque nacional no combate à corrupção na área pública. Tem uma bandeira forte, mas precisa de um partido em condições de colocar seu nome às ruas. Pode ser o Podemos.

Na última semana o maior produtor de soja de Rondônia, Juca Mazzutti ocupou parte do noticiário regional, como mais um nome em condições de disputar o governo do Estado. Amigos do empresário rural dizem que ele não deixará de cuidar dos seus negócios para disputar o cargo de governador. “Conversa de buteco”, chegou a dizer um deles.

O Psol, mais uma vez tem como pré-candidato o empresário de navegação Pimenta de Rondônia e o PCdoB já lançou a pré-candidatura do advogado Jaques Chediak.

O PT está se reorganizando, mas provavelmente comporá com outras siglas de centro-esquerda. 

Autor / Fonte: Waldir Costa / Rondônia Dinâmica

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