



Cassação
Em Brasília, nos corredores do Congresso Nacional, membros da bancada federal de Rondônia estão céticos com a eventual cassação do governador Ivo Cassol. E o ceticismo decorre de quatro motivos relevantes.
Motivo I
Na hipótese dele (K-Sol) conseguir imediatamente outra liminar para manter-se no cargo, mesmo pressionado por deputados estaduais, vai acirrar ainda mais sua relação conflituosa com os demais poderes. E tende a percorrer o estado para dialogar diretamente com eleitor e se colocar como vítima de um estratagema para defenestrá-lo do cargo. Fortalece-se ainda mais com o eleitor interiorano.
Motivo II
Sendo cassado, ou mesmo afastado do cargo, poderá voltar em 2010 como candidato a governador, haja vista que, conforme julgamento do Tribunal Regional Eleitoral, as eleições de 2006 foram anuladas e sua inelegibilidade, por três anos, retroage ao tempo daquelas eleições. Em 2010 estaria apto a novo confronto porque a reeleição alcançada terá sido zerado com a anulação do pleito.
Motivo III
Seguindo ainda a hipótese anterior, com a cassação, poderia escalar qualquer um de sua cozinha (uma tarefa possível para quem buscou o vice desse cômodo familiar) e ganhar numa eventual eleição tampão.
Motivo IV
Ainda pode apostar em sua candidatura ao Senado em 2010, com a esposa na chapa como a candidata a governadora. Esta possibilidade vem sendo ventilada por aliados caninos.
Grampo
Para piorar a situação de instabilidade política estadual, uma fonte com acesso privilegiado no palácio estadual garantiu a coluna que novas autoridades foram gravadas em conversas com o 'Homem'.
Divulgação
Segundo a mesma fonte, o governador estaria propenso em divulgar o teor das gravações. Esta coluna não conseguiu descobrir quais foram os “desavisados” gravados, mas ouviu do interlocutor um relato aterrorizador. Esses celulares modernos gravam bem...
Tempo
Cassol, de acordo com o interlocutor da coluna, ainda não jogou excremento no ventilador, com alta combustão, por orientação de um festejado advogado de Brasília. Saindo a liminar em seu favor, estará livre para despejar a fedentina sobre Rondônia. Questão de tempo. A ver.
Alvo
Quem está na mira do governador para ser derrotado é o atual presidente da Federação das Indústrias de Rondônia (Eusébio). Eusébio da GM virou alvo porque deu de ombros com o mandatário nas eleições passadas do SEBRAE ao optar em atender pleitos dos petistas, ignorando o 'Homem'. Agora as coisas se invertem e o “Homem” não atende aos apelos do Eusébio.
Ungido
As eleições para a direção da Fiero é no dia 30, e Denis Baú, ungido por K-Sol, reuniu forças para levar uma fatura até então desfavorável.
Olho por olho
Comenta-se que os empresários com votos estariam recebendo visitas do governado, fiador da candidatura de Baú e, portanto, após as “conversas” olhos nos olhos, o apadrinhado passou a levar vantagem sobre Eusébio. O teor dessas conversas não são reveladas publicamente, mas nem precisaria... Assim diria Talião.
Temeridade
Empresários ouvidos pela coluna acreditam que há apenas um jeito de conter o apetite do chefe do executivo pela direção da Fiero, é a chapa de Denis Baú, registrada com as mesmas assinaturas dos signatários da outra, seja impedida de participar do pleito por decisão judicial. É o imponderável que temem.
Meta
Caso saia vencedor nas eleições internas da Fiero quem passa a ser alvo de sua excelência é o SEBRAE. Esta é a meta dele para outra oportunidade. Esta sinecura é vista como Oásis dos bons salários que dá inveja a marajá. Portanto...
Mito
É verdade que o governador tem unido sorte com muita coragem em seus embates políticos. Os colaboradores desavisados o acham “o cara”, ou seja, acima de qualquer coisa. Aí reside o perigo.
Devolução
O presidente da Assembléia Legislativa, Neodi Oliveira, está preparando um ‘carnaval’ na mídia para anunciar a devolução de quarenta milhões as arcas estaduais através de economia nos gastos daquele poder. Para ele, a devolução é o fato relevante do final do ano. Ledo engano.
Fatura
Os recursos que deverão ser devolvidos para os cofres do Estado já têm uma destinação: serão utilizados para a compra de patrulhas mecanizadas para melhorar a malha vicinal dos municípios. E quem fatura com isso? Ele mesmo, K-Sol. Neodi passaria a coadjuvante, apenas. E os prefeitos a reles expectadores.
Orçamento
Aos amigos, tudo. Aos inimigos, “pão e água”. Esta é a ordem dada aos parlamentares aliados do palácio para aqueles setores não alinhados aos ditames governamentais momento da votação do novo orçamento para o exercício financeiro de 2009. Ao povo, seguindo esta regra, brioches. Eu prefiro tareco ou mariola.
Retornando
Especula-se que o deputado federal Ernandes Amorim (PTB) estaria propenso a retornar a Assembléia Legislativa de Rondônia nas eleições de 2010, escalando sua filha, a bela e doce Daniela Amorim para concorrer a Câmara Federal. Quem lucra com a troca é o parlamento federal. E por razões óbvias que dispensam maiores comentários.
Serenidade
Mesmo sendo alvo também de processos de cassação o senador Expedito Junior tem optado ficar alheio as brigas políticas locais e evitado dar declarações sobre o mérito de suas sentenças. Sereno, transita com desenvoltura no Senado entre grupos mais distintos que vão do PMDB de José Sarney ao PT do Delcídio Amaral. Trabalha nos bastidores para que o PR infle ainda mais os ‘bigodes’ de Sarney na eleição da mesa.
Comitiva
Uma grande comitiva de advogados de Rondônia desembarca hoje em Natal para participar do Congresso Nacional da OAB. Os temas são variados, mas a bancada rondoniense marca presença nos painéis com participação ativa de colegas do calibre de Pedro Origa, Orestes Muniz e Hélio Vieira. Estaremos lá.
Limbo
A candidatura do senador Tião Viana (PT) a sucessão de Garibaldi Alves na presidência do Senado foi ao limbo até que os grãos-mandatários do PMDB consigam arrancar do cargo de Ministro da Justiça, o petista Tarso Genro.
Clã
O ministro gaúcho entrou em rota de colisão com o clã Sarney depois que a PF fisgou um membro da família do senador do PMDB em negócios heterodoxos. Além de Tião ser vetado ainda por Renan Calheiros devido seu comportamento inexorável ao presidir o julgamento do colega alagoano.
Moeda
A maioria dos prefeitos está em Brasília tentando liberação de emendas. Os gabinetes dos membros da bancada federal estão lotados porque é nesta época que o Governo Federal empenha e libera parte das emendas orçamentárias.
Relax
Ademais, há na pauta do Congresso votações que interessam ao governo e as emendas viram moeda de troca. Os eleitos, ainda não empossados, já voam também com destino a Brasília. As casas noturnas da ‘velha profissão’ ficarão lotadas. E as meninas agradecem as visitas e as gorjetas.
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