



De todos os problemas que angustiam a vida dos moradores da capital portovelhense, independente de classe social, sexo, cor, religião e bairro, o aspecto segurança pública tem sido um dos mais enfocados e exigido pela sociedade que, a cada atrocidade cometida, revela já não mais acreditar no sistema policial existente.
Sair de casa, principalmente a partir das 20h, é uma aventura. Não se sabe se o retorno está garantido. Que o digam alunos das escolas Risoleta Neves (Tancredo Neves) e Daniel Néri (JK I). Muitos preferem andar em grupos para dificultar a ação dos bandidos. E o que dizer de quem entra no trabalho à noite e é obrigado a voltar para casa de madrugada.
Foi-se o tempo das cadeiras nas calçadas, quando as famílias se reuniam, para conversar amenidades. Uma atitude simples, mas que, nos dias atuais, pode acabar em tragédia.
Os crimes hediondos, as agressões, os assaltos e outros delitos que vêm ocorrendo na capital têm-me levado, semanalmente, a implorar das autoridades competentes medidas para combater esse quadro de penúria extrema.
Logicamente, dentro do meu discernimento de permanecer ao lado da sociedade, sobretudo daqueles que, por necessidade do próprio trabalho, são forçados a abandonar o refúgio (hoje, precário) de suas próprias casas.
E, também, daqueles que, por acreditarem que vivem numa cidade policiada, deixam a segurança de seus lares, às noites e às madrugadas, saindo em busca de lazer e entretenimento.
A cada dia, porém, crescem os casos de homicídios, assaltos, arrombamentos, estupros, latrocínios e agressões – muitas delas, aliás, sem motivo aparente. Enquanto o serviço de policiamento é exíguo, a população permanece insegura, temendo à ação dos facínoras, que aproveitam a situação de abandono para agirem nas ruas e residências.
Por mais que se esforcem, as polícias não conseguem vencer a criminalidade. Aliás, são muitas as policias, neste país que tanto se queixa de falta de policiamento. Às vezes, elas brigam entre si, chegando ao extremo de prejudicarem o trabalho conjunto que deveria beneficiar a comunidade.
As queixas são justas, mas as soluções são complicadas, sobretudo num país de urbanismo veloz, de cidadãos desenraizados de suas origens e em permanente combate pela vida.
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