ECONOMIA Petrobras põe 62 plataformas em hibernação Publicada em 16/04/2020 às 16:25 A Petrobras vai botar em processo de hibernação 62 das suas plataformas em campos de águas rasas das bacias de Campos, Sergipe, Potiguar e Ceará. A estatal justifica a decisão devido à baixa no preço internacional do petróleo. Segundo a estatal, “faz parte de uma série de ações para preservar os empregos e a sustentabilidade da empresa nesta que é a pior crise da indústria do petróleo em cem anos”. Apesar de ter divulgado apenas na noite desta quarta-feira (15) a estatal informou que o mercado foi avisado na decisão no dia 26 de março. A Petrobras esclarece que as plataformas que deixarão de extrair óleo momentaneamente “não apresentam condições econômicas para operar com preços baixos de petróleo e são ativos em processos de venda”. O corte na produção com a parada dessas unidades é de 23 mil barris de petróleo por dia. “Dessas plataformas, 80% não são habitadas, e os empregados que atuam nas demais unidades habitadas não serão demitidos. Todos serão realocados para outras unidades. Caso haja interesse, outra opção é a adesão ao Plano de Desligamento Voluntário (PDV), conforme prevê o plano de pessoal para gestão de portfólio”, informa a estatal. A estatal informa que para enfrentar uma “crise sem precedentes que combina queda abrupta da demanda e do preço do petróleo”, também desembolsou linhas de crédito, cortou e postergou investimentos, reduziu gastos operacionais e despesas com pessoal. “Foi postergado o pagamento do Prêmio por Perfomance para empregados e dos dividendos para os acionistas, além da renegociação de contratos com grandes fornecedores. As ações da Petrobras estão em linha com o que toda a indústria global de petróleo está fazendo para superar os impactos dessa crise”. A guerra do preço do petróleo começou há um mês, quando a Arábia Saudita e a Rússia aumentaram a produção, mesmo com os preços em queda. Há duas semanas, a cotação do barril do tipo Brent chegou a operar próxima de US$ 20, o menor nível em 18 anos. A crise sanitária causada pela pandemia do novo coronavírus contribuiu para a diminuição da demanda por petróleo e de derivados. Fonte: Agência Brasil Leia Também Conselhos de Química produzem e doam mais de 17 mil litros de álcool Para ajudar empreendedores, BASA prorroga por até 12 meses pagamentos de parcelas do FNO Henrique Mandetta anuncia saída do Ministério da Saúde Covid-19: Crianças devem ser protegidas das consequências, pede Guterres Acordo na Justiça do Trabalho garante a aquisição de 7 mil testes rápidos para Porto Velho Twitter Facebook instagram pinterest