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Opinião

“A tríade do coronavírus” II: as autoridades já procuram “álibis” para a tragédia que se avizinha

Publicada em 27/05/2020 às 09:00

 “Orai e Vigiai”, Mateus 26:41.

Em 27 de abril publiquei um artigo - intitulado “A tríade do coronavírus, Marcos Rocha, Fernando Máximo e Hildon Chaves, “liberou geral” comércio, igrejas” - no qual questionava o Decreto do governador Marcos Rocha e do secretário estadual de saúde Fernando Máximo, de número 24.979/2020, publicado no dia 26/04/2020, que “liberou geral” os comércios e, na prática, acabou com o isolamento social em Rondônia.

Também, um pouco antes, o prefeito de Porto Velho Hildon Chaves já havia publicado o Decreto nº 16629 em 16/04/2020, no mesmo sentido. A tríade - conjunto de três entidades - cedeu às pressões dos comerciantes e foram inspirados pelas atitudes do presidente Bolsonaro contra o isolamento social e pela reabertura da economia.

Todavia, esses decretos dos gestores desconsideraram as recomendações médicas e científicas, a Organização Mundial de Saúde e as experiências de outros países como Itália, Espanha e Estados Unidos, de que não se pode diminuir o isolamento na fase de crescimento da contaminação pelo coronavírus. Veja o resultado dessa decisão das dessas autoridades na tabela abaixo:

Em números: a) havia 364 infectados em 26/04 e 30 dias após o Decreto 3.493, ou seja, mais 3.129 casos confirmados em um mês, um aumento de 859,62%; b) no número de mortes o aumento foi proporcionalmente ainda maior, de 10 óbitos no início do Decreto, para 133 mortes em 26/05, 123 novos óbitos, um aumento de 1.230%; b) já em Porto Velho, que responde atualmente por 74,26%% de todos os infectados no Estado, em 26 de abril tinha apenas 260 casos e em 26 de maio 2.594, mais 2.334 novos infectados, ou 897,69% a mais.

Naquele mesmo artigo alertei sobre os portos do Rio Madeira, onde os Boletins diários da SESAU mostram ZERO de barreiras sanitárias e zero de pessoas abordadas, nos seguintes termos: “Porto Velho é uma porta escancarada para ‘importação’ de coronavírus através dos portos fluviais do Rio Madeira, que mantém intensa movimentação de embarcações, mercadorias e de pessoas com Manaus, onde a pandemia já se tornou uma imensa tragédia. Não se houve falar de qualquer política de controle, testagem e isolamento de pessoas oriundas de Manaus”.

Ou seja, neste momento, quando as autoridades já têm informações de que o colapso no sistema de saúde se aproxima rapidamente, parece ser um pouco tarde para alertas de última hora sobre isolamento, que acabou por decreto, e o uso de máscaras,

* Itamar Ferreira é advogado e responsável pela Coluna Reticências Políticas.

Fonte: Itamar Ferreira

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