☰
✕
  • Editorias
    • Política
    • Artigos & Colunas
    • Geral
    • Polícia
    • Interior
    • Brasil
    • Mundo
    • Esporte
    • Entretenimento
  • Últimas Notícias
  • Twitter
  • Facebook
  • instagram
  • pinterest
  • Capa
  • Fale Conosco
  • Privacidade
PRAGA MIGRATÓRIA

Baixa temperatura deve dificultar entrada de gafanhotos no Brasil

Publicada em 25/06/2020 às 14:23

Nesta semana a aproximação de uma nuvem de gafanhotos da região Sul do Brasil gerou preocupação de autoridades, produtores e da população. Mas a previsão de baixa temperatura na região pode ser um obstáculo importante e dificultar a entrada desse grupo de insetos no território nacional. Hoje o Ministério da Agricultura declarou emergência fitossanitária em razão do fenômeno.

A nuvem saiu de uma região entre a Bolívia e o Paraguai. A população de gafanhotos teria crescido muito em razão de altas temperaturas e da seca. A migração teria sido motivada pela busca por alimentos em outros locais, chegando nesta semana à Argentina, no norte da província de Santa Fé e na província de Corrientes, que fazem divisa com o oeste do Rio Grande do Sul.

Segundo o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Dori Navas, esta região gaúcha teve baixas temperaturas, na casa dos 0 graus, ao longo desta semana e para a próxima a previsão é ficar abaixo dos 10 graus.

“Isso é fator importante que faz com que gafanhoto tenha dificuldade de voar. Eles estão migrando porque altas temperaturas favorecem. Com a frente fria dificilmente continuará a descer. Ele não vai ter condições de temperatura para migrar. Acredita-se que nuvem fique estacionada sobre o território argentina”, explica o pesquisador.

Ele acrescenta que a frente fria está vindo acompanhada de ventos no sentido sul-norte, o que em vez de direcionar a nuvem para o Brasil pode fazer com que ela faça “o caminho contrário” ou impactar o agrupamento. “Provavelmente o inseto não migre mais. Ele deve permanecer no local onde está ou se dispersar”, comenta Nava.

Cuidados

Caso a nuvem entre no Brasil, o pesquisador esclarece que não há riscos aos humanos, no máximo dificuldade de deslocamento. O risco maior é para as plantações, que servem de alimento. Em uma eventual presença desses insetos, a medida de combate é o disparo de produtos tóxicos por aeronaves no local de concentração delas.

A federação de produtores rurais do estado (Farsul) informou à Agência Brasil que está monitorando o avanço da nuvem. Caso os insetos adentrem o território brasileiro, a orientação aos agricultores é avisar as autoridades fitossanitárias para que essas possam agir.

Fonte: Agência Brasil

Leia Também

Inscrições para edital de R$10 milhões da Petrobras e Sebrae para startups vão até domingo

Governo lança sistema para facilitar acesso à legislação brasileira

Ministro Luiz Fux é eleito presidente do Supremo Tribunal Federal

STJ decide que trabalhador com doença grave não tem isenção de IRPF

Quase 160 mil pessoas já foram abordadas nas barreiras sanitárias da Prefeitura 

  • Twitter
  • Facebook
  • instagram
  • pinterest
  • Capa
  • Fala Conosco
  • Privacidade
© Rondônia Dinâmica, 2020