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GOLPE DE ESTADO

Facebook fecha todas as contas vinculadas ao exército em Mianmar

Publicada em 25/02/2021 às 09:19

O Facebook anunciou na última quarta-feira (24) que bloqueou todas as contas que ainda estavam abertas e eram vinculadas ao exército de Mianmar, citando o uso de "violência letal" contra os manifestantes pró-democracia por parte da junta militar.

A decisão, com efeito imediato, é aplicada aos militares e às entidades controladas pelas Forças Armadas no Facebook e Instagram, rede que também pertence à companhia de Mark Zuckerberg. Também foi proibida qualquer publicidade nas plataformas.

"Os eventos desde o golpe de Estado de 1º de fevereiro, incluindo a violência letal, precipitaram a necessidade desta proibição", afirmou o Facebook em um comunicado.

"Pensamos que os riscos de autoriza o Tatmadaw (nome do exército birmanês) no Facebook e Instagram são muito grandes", completou a nota.

Protestos vêm se espalhando pelo país desde o golpe militar no início do mês, eles são – em sua maioria – pacíficos. Os manifestantes costumam carregar cartazes com mensagens incentivando atos de desobediência civil.

Alegando fraude eleitoral, uma junta militar tomou o poder em 1º de fevereiro, após prender a cúpula do governo e a maior liderança política de Mianmar, Aung San Suu Kyi.

Manifestantes ignoram repressão e fazem protesto em 19 de fevereiro pedindo desobediência civil contra o golpe militar em Mianmar — Foto: AP Photo

Nas últimas três semanas, os militares intensificaram o uso da força para tentar enfraquecer a mobilização a favor da democracia em Mianmar, onde milhares de pessoas desafiam o golpe de Estado com protestos diários nas ruas.

O número de mortes desde o golpe de Estado subiu para cinco na quarta (24), após o falecimento de um homem de 20 anos que não resistiu aos ferimentos sofridos em Mandalay.

O exército utilizou o Facebook para divulgar suas acusações de fraude nas eleições de novembro, que foram vencidas pelo partido de Aung San Suu Kyi.

Fonte: France Presse

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