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EDITORIAL

Enquanto Marcos Rogério se dedica a Bolsonaro e esquece Rondônia, esquerdista vai à Justiça contra o aumento de energia autorizado pela Aneel

Publicada em 03/07/2021 às 09:53

Porto Velho, RO – O senador governista Marcos Rogério, do DEM, ante à sua figura inexpressiva socialmente falando e em tempos anteriores à CPI da Pandemia, enfim, galgava espaço na mídia regional entoando discursos enfadonhos sobre pautas diversas.

“Queimado” até então por agir como espécie de “coveiro” da Lava Toga, à ocasião se posicionando em convergência com o hoje desafeto Renan Calheiros (MDB-AL), restou ao congressista o papel de “advogado do Diabo”.

Atualmente, o demista rebaixa-se à mesquinharia negacionista defendendo o indefensável ainda que 522 mil brasileiros e brasileiras tenham perdido a vida em decorrência do Coronavírus (COVID-19/SARS-CoV-2). Muitos deixaram de existir por negligência do governo federal, regido por Jair Bolsonaro, sem partido, a quem defende com unhas e dentes visando projeção, promoção pessoal e vislumbrando no horizonte uma candidatura ao Governo de Rondônia, postulação alimentada por asseclas e companheiros políticos celerados.

Sobre isso, muita água precisa rolar debaixo da ponte e é assunto para outro editorial...

Por ora, basta relembrar que é sintomático o fato de Marcos Rogério largar de mão, por exemplo, assuntos como potenciais reajustes nas tarifas de energia elétrica dos rondonienses.

Paralelamente aos afagos concedidos a Bolsonaro e  respectivo estafe com blindagem discursiva via voz empostada de locutor interno de anúncios de supermercado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) autorizou o aumento no valor da bandeira tarifária vermelha 2. Sobre isso, claro, nem um pio. Pelo menos não nas redes sociais onde alardeia rotineiramente suas grandes “façanhas” na CPI da Pandemia.

A respeito do reajuste, diz a Agência Brasil:

“Com isso, o custo da bandeira vermelha 2, o mais alto do sistema, aumenta de R$ 6,24 para R$ 9,49 para cada 100 kwh (quilowatt-hora) consumidos – um reajuste de 52% sobre o valor que já vinha sendo cobrado desde junho e que a agência prevê que siga em vigor até pelo menos novembro, devido ao baixo índice de chuvas em boa parte do país e a consequente queda do nível dos reservatórios hídricos”.

Coube a um esquerdista, ex-deputado estadual do PT e ex-govenador de Rondônia pelo PSB, Daniel Pereira, hoje no Solideridade, que se declarada de centro (mas começou centro-esquerda) tomar dianteira e ao menos tentar impedir judicialmente que a Energia SA, atual concessionária de serviços de distribuição de energia elétrica em Rondônia, se aproprie da deliberação da Aneel para sacramentar mais um acinte contra o consumidor do estado.

Em nota distribuída pelo regional da legenda, a sigla assevera:

“[...] o custo da bandeira vermelha 2, o mais alto do sistema, aumenta de R$ 6,24 para R$ 9,49 para cada 100 kwh (quilowatt-hora) consumidos – um reajuste de 52% sobre o valor que já vinha sendo cobrado desde junho e que a agência prevê que siga em vigor até pelo menos novembro, devido ao baixo índice de chuvas em boa parte do país e a consequente queda do nível dos reservatórios hídricos. Quando do advento da construção dos dois projetos de Usinas Hidrelétricas do Rio Madeira, Santo Antônia e Jirau, restou consignado que seis turbinas dos projetos seriam dedicadas exclusivamente para o consumo de Rondônia e Acre”.

O Solidariedade acrescenta:

“A autorização da implantação de tais turbinas foi viabilizada pela Lei Complementar 974/18, assinada pelo então Governador do estado de Rondônia Daniel Pereira, autor da presente ACP”.

Daniel Pereira conclui alegando:

“Houve um empenho de nossa parte pois entedemos a relevância do pleito e, passado algum tempo, estamos justamente reivindicando os benefícios dessa produção de energia, combatendo essa bandeira vermelha, que pode penalizar milhares de famílias em Rondônia e Acre”, pontuou.

Marcos Rogério, por sua vez, que há pouco fazia questão de “bater de frente” com assuntos sobre reajuste de aumento na tarifa de energia como quando, por exemplo, contestou o anúncio de Leo Moraes (Podemos) em setembro ano passado.

Enquanto Moraes dizia que aumentaria, o senador prometia que não haveria reajuste, além de prometer diminuição em 2020, falando que a conta, na verdade, ficaria 11% mais barata.

As circunstâncias são outras, claro. As declarações fazem mais de meio ano, porém são gritantes na hora de expor a mudança na postura do congressista, que hoje não quer nem saber do assunto.

É no mínimo cômico conceber que o lema “nossa bandeira jamais será vermelha”, ao menos em relação às tarifas de energia, agora é registrado no Judiciário de Rondônia a fim de impedir mais esse abuso contra cidadãos e cidadãs.

CONFIRA A AÇÃO DO SOLIDARIEDADE NA ÍNTEGRA:

Fonte: Rondoniadinamica

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