EDITORIAL À sombra de Bolsonaro autoproclamados conservadores terão tripla disputa em Rondônia Publicada em 21/05/2022 às 10:01 Porto Velho, RO – Apesar de a Região Norte do Brasil, especialmente Rondônia, no caso, conservar ainda fatia significativa do bolsonarismo muitos adeptos do atual presidente da República terão dificuldade se acreditarem que a disputa será igual à de 2018. Há quatro anos o País estava dividido, sim, mas havia pujança maior pendendo à direita enquanto a esquerda, à época retratada basicamente por ser o espectro do Partido do Trabalhadores (PT), “derretia” à ocasião. De lá para cá muita coisa ocorreu: incluindo o retorno de Lula, principal expoente do progressismo, como protagonista eletivo. E, como o jornal eletrônico Rondônia Dinâmica já pontuou em outros textos, o contexto transformou o mandatário do Palácio do Planalto, que saiu de “pedra” à “vidraça”. No ínterim, Bolsonaro enfrentou de maneira displicente o Coronavírus (COVID-19/SARS-CoV-2), enfermidade que já exterminou mais de 666 mil vidas; e agora tem de lidar com a inflação nas alturas e o preço exorbitante dos combustíveis. Isto sem contar o retorno da fome, a alta nos índices de desemprego e outros gargalos próprios da Administração Pública. Em suma, como em qualquer cargo no Executivo, quem questionava agora será questionado – e isto vale para todos os governadores que tentarem se reeleger. Isso faz com que os personagens “de fora”, que só existem politicamente na vida pública por se aquartelarem à sombra do morador do Alvorada, tenham de enfrentar três etapas no pleito regional. Antes chegarem à fase onde tentam desbancar opositores, a peleja, no caso, será travada contra aliados de mesmo espectro. De cara, contra qualquer um que se diz alinhado às deliberações do regente da União e já tenha cargo eletivo por isso; e, em seguida, competindo também com os “migrantes”. Como, por exemplo, Mariana Carvalho, ex-PSDB, que “virou” bolsonarista do dia para a noite; ou Sílvia Cristina, saída do PDT e recém-chegada ao PL, portanto, correligionária do chefe do Executivo. Marcos Rogério, metamorfose ambulante, diga-se de passagem, é caso à parte. Transmutou-se paulatinamente, saindo da esquerda, zarpando do pedetismo brizolista, ancorando-se ao Centrão do DEM e hoje desembocando, finalmente, no extremo do polo destro. Resumidamente, nomes como Josinelio Muniz ; Sofia Andrade (algo como uma ‘Sara Winter’ no contexto micro); Chico Holanda (versão local do ‘Véio da Havan’); Bruno Scheid (visitante contumaz do Gabinete presidencial) e Jaime Bagattoli (pecuarista bom de voto) terão dificuldades se pensarem traçar a mesma rota do passado. Porque só repetir como mantra as credenciais de Jair Bolsonaro e reproduzir, retoricamente, seus posicionamentos mais contundentes e polêmicos pode não ser o suficiente para contribuir com essa eleição que, para eles, será trifásica. E os representantes das duas fases inicias já vêm com envergadura social reverberada por mandatos eletivos. Fonte: Rondoniadinamica Leia Também À sombra de Bolsonaro autoproclamados conservadores terão tripla disputa em Rondônia Chefe de Gabinete Irma Fogaça, recebe no gabinete do Deputado Jean Mendonça, o vereador Marcelo Stocco Presidente Alex Redano participa da entrega de certificados de cursos profissionalizantes em Seringueiras Vereador Fogaça busca informações sobre asfalto de emendas parlamentares do ex-deputado federal Lindomar Garçom TCE isenta dois ex-diretores do DER, mas aplica sanções em mais de R$ 800 mil à empresa Twitter Facebook instagram pinterest