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ASSÉDIO SEXUAL

Tebet e Ciro defendem demissão do presidente da Caixa após denúncias de assédio sexual; Lula evita comentar

Publicada em 29/06/2022 às 15:32

A senadora Simone Tebet, pré-candidata à Presidência pelo MDB, e Ciro Gomes, pré-candidato pelo PDT, defenderam nesta quarta-feira (29) a demissão do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, investigado pelo Ministério Público por assédio sexual contra funcionárias da do banco. O pré-candidato do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista a uma emissora de rádio, citou brevemente o tema em uma entrevista e disse que não é procurador para opinar.

Simone Tebet

Tebet falou sobre o caso a jornalistas após participar de um evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. Ela disse que, se fosse presidente, Guimarães já teria sido demitido.

“Demissão sumária, garantindo ampla defesa, porque sou advogada. É inadmissível. Eu faço política há muito tempo. Há 20 anos eu venho defendendo que lugar de mulher é onde ela quiser e onde ela for, ela age como quiser, e ela precisa ser respeitada em função disso”, declarou.

Ciro Gomes

Ciro participou do mesmo evento organizado pela CNI, mas de maneira remota. Durante sua fala, disse ainda que Pedro Guimarães deveria ser preso.

“Uma autoridade pública que usa do seu poder para constranger sexualmente mulheres é um bandido. Tinha que ser demitido e responder pela cadeia”, disse.

Lula

Mais tarde, o pré-candidato do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deu entrevista para a rádio Educadora, de Piracicaba. Ele não foi questionado sobre as denúncias contra Guimarães, mas mencionou o tema rapidamente.

O ex-presidente, que reclama de ter sido condenado pela Justiça sem provas e sem o devido processo legal na Operação Lava Jato, disse que não é procurador para comentar o caso de Guimarães. Ele deu a declaração quando falava sobre ser contra privatizações.

"Eu sou contra as privatizações daquilo que é essencial ao Estado brasileiro. O Banco do Brasil é essencial, a Caixa Econômica é essencial. Vocês nem perguntaram sobre o presidente da Caixa Econômica, que está sendo acusado por assédio, mas também eu não sou procurador e não sou policial", disse Lula.

Denúncia

Na última terça (28), denúncias de assédio sexual de cinco funcionárias da Caixa foram publicadas pelo portal “Metrópoles”.

A TV Globo confirmou que o Ministério Público Federal investiga as denúncias. Em evento nesta quarta, Guimarães disse que tem a vida "pautada pela ética".

Fonte: G1

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