LEI POLÊMICA Parlamento da Rússia aprova versão mais rigorosa de lei sobre 'propaganda LGBTQIA+' Publicada em 27/10/2022 às 09:23 Os deputados russos aprovaram nesta quinta-feira (27) uma versão ainda mais rigorosa da polêmica lei que reprime a "propaganda LGBTQIA+", um novo sinal de fortalecimento da linha conservadora no país em plena ofensiva na Ucrânia. As emendas endurecem uma lei de 2013 que criminaliza a divulgação do que as autoridades denominam como "propaganda gay" para os menores de idade. Agora a lei também veta a "negação dos valores familiares" e a "promoção de orientações sexuais não tradicionais" dirigidas a adultos. As proibições envolvem "os meios de comunicação, internet, a literatura e o cinema", assim como a publicidade. "Durante a sessão plenária, os deputados da Duma (Câmara Baixa) aprovaram por unanimidade em primeiro turno as emendas à legislação que proíbem a promoção das relações sexuais não tradicionais", afirma um comunicado publicado no site do Parlamento. Integrantes do governo defenderam a aprovação da lei, que descreveram como parte de um choque de civilizações com o Ocidente no momento em que as tropas de Moscou lutam na Ucrânia. O projeto ainda deve ser submetido a mais duas votações, antes de ser enviado ao Conselho da Federação (Câmara Alta). Depois do processo legislativo, o texto será enviado ao presidente russo, Vladimir Putin, para a promulgação. "Os filmes que promovem as relações sexuais não tradicionais não receberão o certificado para exibição", advertiu a Duma. O texto também veta as "informações suscetíveis de induzir o desejo de mudar de sexo" direcionadas a menores de idade. Qualquer infração provoca multas elevadas e os estrangeiros que desrespeitarem a lei poderão ser expulsos, segundo a Duma. Fonte: France Presse Leia Também Parlamento da Rússia aprova versão mais rigorosa de lei sobre 'propaganda LGBTQIA+' Israel e Líbano assinam acordo histórico de fronteira marítima em raro feito diplomático Nota de Pesar SINJUR - Altina Félix Gomes Kiev, capital da Ucrânia, fica parcialmente sem luz após novo ataque russo Caixa recebeu mais 200 denúncias de assédio em 3 anos na gestão Pedro Guimarães, diz Justiça Twitter Facebook instagram pinterest