JUSTIÇA MPF investigará ato do governo Bolsonaro que liberou exploração de madeira em áreas indígenas Publicada em 20/12/2022 às 11:43 O Ministério Público Federal abriu, nesta terça-feira (20), um inquérito civil para investigar a medida tomada pelo governo Jair Bolsonaro que liberou a extração de madeira em terras indígenas. Ao instaurar a apuração, o procurador Wilson Rocha de Almeida Neto determinou uma série de diligências - requisitou, por exemplo, que o Ibama e a Funai prestem informações sobre os estudos que serviram de base para a edição da norma. A portaria que instaura a investigação foi publicada hoje no Diário do Ministério Público e está a cargo da Procuradoria da República no Distrito Federal. O caso começou no MP a partir de uma representação apresentada por deputados do PSOL - Sâmia Bomfim (SP), Ivan Valente (SP), Fernanda Melchionna (RS), Vivi Reis (PA), Áurea Carolina (MG), Glauber Braga (RJ), Luiza Erundina (SP) e Talíria Petrone (RJ). O inquérito civil é um procedimento de investigação conduzido pelo MP para apurar a ocorrência de fatos que podem afetar direitos dos cidadãos. É um procedimento que pode, posteriormente, viabilizar que os procuradores proponham na Justiça uma ação civil pública, para garantir a defesa destes direitos. Pelas regras do MP, tem prazo de um ano, prorrogável por mais um ano. As primeiras medidas determinadas pelo procurador nas investigações são: que o presidente do Ibama, Eduardo Bim, seja comunicado e preste informações, em 10 dias sobre a edição e publicação da norma; além disso, que apresente informações sobre impactos e aos estudos que basearam a elaboração; que o presidente da Funai, Marcelo Augusto Xavier da Silva, seja comunicado e preste informações, também em 10 dias, sobre a edição da norma, estudos sobre seus impactos e as bases de elaboração; que o presidente da Funai esclareça quais providências foram tomadas para garantir que o direito à consulta prévia aos povos indígenas sobre a medida, como prevê uma convenção da Organização Internacional do Trabalho adotada pelo Brasil. Histórico No último dia 16 de dezembro, o governo publicou uma instrução normativa que autoriza o chamado manejo florestal sustentável. Ela foi assinada pelos presidentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim, e da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Augusto Xavier. A norma permite que este manejo sustentável seja feito tanto por organizações indígenas quanto organizações de composição mista - o que, na prática, permite a atuação de entidades com a participação de não indígenas. A instrução entra em vigor daqui a 30 dias, já no governo Lula, que poderá rever a medida. Para entidades ambientais, a medida fere a Constituição Federal, que impede a exploração de madeira em terras indígenas. Alvo de invasores e garimpeiros, as terras indígenas estão entre os principais redutos de conservação ambiental no país. Com as novas regras e as lacunas na fiscalização, especialistas temem que a medida facilite a exploração criminosa. Fonte: G1 Leia Também Praça dos Pioneiros será entregue revitalizada com ações do “Governo na Cidade”, em Pimenta Bueno Balanço dos resultados da implementação do PAIC nos municípios do Vale do Jamari marca evento em Ariquemes Lula deve anunciar ministros até o fim desta semana, diz Rui Costa Hoje é último dia para empregadores pagarem o 13º salário Semusa realiza pesagem para beneficiários do Auxílio Brasil nos residenciais Morar Melhor e Orgulho do Madeira Twitter Facebook instagram pinterest