INVESTIGAÇÃO PF conclui inquérito que aponta incitação ao crime, por parte de Bolsonaro, ao divulgar relação falsa entre vacinas e Aids Publicada em 28/12/2022 às 14:34 A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que encerrou as investigações do inquérito aberto para apurar a conduta do presidente Jair Bolsonaro ao associar, falsamente, as vacinas contra a Covid a um risco maior de contrair o vírus da Aids. A relação que o presidente fez não corresponde à verdade. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e outras autoridades de saúde já esclareceram que as vacinas não trazem doenças. Pelo contrário, evitam contaminação. O inquérito já havia concluído que Bolsonaro cometeu incitação ao crime ao divulgar essas informações falsas. Agora, com a conclusão das investigações, o material será remetido ao STF. Bolsonaro fez a associação falaciosa entre vacina da Covid e risco de desenvolver Aids em uma live nas redes sociais no dia 21 de outubro do ano passado. Em agosto, a delegada Lorena Lima Nascimento afirmou ao STF ter elementos de que Bolsonaro e o ajudante de ordens Mauro Cid, que ajudou o presidente produzir o material divulgado na live, cometeram incitação ao crime. No Código Penal, incitação ao crime é conduta ilegal que pode dar prisão de três a seis meses. A PF vê ainda que houve uma contravenção penal dos dois por provocarem alarme , “anunciando desastre ou perigo inexistente, ou praticar qualquer ato capaz de produzir pânico ou tumulto". “Jair Messias Bolsonaro teria, de forma direta, voluntaria e consciente disseminado a desinformação de que as vítimas da gripe espanhola, na verdade teriam morrido em decorrência de pneumonia bacteriana, "causada pelo uso de máscara", incutindo na mente dos expectadores um verdadeiro desestímulo ao seu uso no combate à COVID-19, quando naquele momento, por determinação legal, seu uso era obrigatório pela população, contrariando as orientações mundiais atinentes ao combate à pandemia da COVID-19 promovidas pela Organização Mundial de Saúde, à utilização de vacinas no enfretamento da COVID-19, bem como às normas legislativas vigentes à época”, escreveu a delegada. A delegada cita que Bolsonaro foi intimado para marcar depoimento, mas como não houve resposta a PF considerou que era o exercício do direito de permanecer em silêncio. “Essa ausência, contudo, não trouxe qualquer prejuízo à elucidação dos fatos", diz. "Pelas razões acima expostas, finalizamos a presente investigação criminal concluindo-se pela existência de elementos probatórios concretos suficientes de autoria e materialidade para se atestar que JAIR MESSIAS BOLSONARO e MAURO CESAR BARBOSA CID, em concurso de pessoas, em concurso de pessoas, cometeram os delitos de 'provocar alarma, anunciando desastre ou perigo inexistente, ou praticar qualquer ato capaz de produzir pânico ou tumulto', previsto do art. 41 da Lei de Contravenções Penais, bem como de 'incitação ao crime', previsto no art. 286 do Código Penal Brasileiro”. Fonte: G1 Leia Também Brasil tem 207,8 milhões de habitantes, revela prévia do Censo 2022 País gera 135 mil novos postos de trabalho em novembro, diz Caged Moraes restringe porte de arma de fogo no DF durante posse de Lula Inep disponibiliza painel de estatísticas da educação superior Resultado preliminar de fiscalização realizada pelo TCE-RO na véspera de Natal em unidades de saúde é discutido com gestores do Estado e do município Twitter Facebook instagram pinterest