PERCENTUAIS DE VAGAS MPF apura se Universidade e Instituto Federal de Rondônia cumpriram lei das cotas raciais em seleção de professores Publicada em 26/02/2025 às 10:46 O Ministério Público Federal (MPF) apura se a Universidade (Unir) e o Instituto Federal de Rondônia (Ifro) cumpriram os percentuais de vagas destinados a candidatos negros e pardos nas seleções para docentes. Para compartilhar informações sobre o assunto, o órgão reuniu-se com representantes do Educafro e do Grupo de Pesquisa Observatório das Políticas Afirmativas Raciais (Opará), da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), com a finalidade de colaboração. As duas instituições realizam levantamentos e estudos sobre o cumprimento da lei das cotas nas seleções de professores de universidades e institutos federais em todo o país. Durante a reunião, o Opará explicou ao MPF que a Unir não informou quantas das 252 vagas totais de docentes foram preenchidas por negros a partir da aplicação da lei das cotas. A Universidade informou que aplica o fracionamento das vagas por área (especialidade) e o sorteio das áreas destinadas às cotas. Segundo o Opará, isso significa que, na prática, somente áreas com mais de três vagas têm reserva para candidatos negros e que as áreas sorteadas podem ter ou não candidatos negros. Educafro e Opará relataram que esses métodos têm se mostrado uma burla à lei das cotas. As instituições apontaram uma solução: o percentual de 20% das vagas reservadas a negros deveria ser baseado na quantidade total de vagas ofertadas por edital, independentemente da área, e a ordem de nomeação deveria seguir a ordem dos cotistas aprovados. Ou seja, as vagas reservadas deveriam ir para os cargos que tenham cotistas aprovados, conforme a ordem classificatória, e não por sorteio. O Opará disponibilizou-se a enviar ao MPF os levantamentos de seu relatório relativo à Unir e acrescentar os estudos sobre os editais de 2023 e 2024. Sobre o Ifro, o Opará encaminhará as informações coletadas junto ao Instituto. Além disso, encaminhará o manual elaborado pelo próprio grupo de pesquisa para aplicação da lei das cotas e reparação de vagas negligenciadas. Os documentos irão compor o procedimento administrativo aberto pelo MPF para apurar o assunto em Rondônia. Participaram da reunião o procurador da República Thiago Fernandes de Figueiredo Carvalho, o diretor executivo e o diretor da Educafro – Frei David Santos e Daniel Martins, a coordenadora e o pesquisador do Opará – Ana Luisa Araújo de Oliveira e Edmilson Santos dos Santos. Inspiração - Com base em um relatório do Opará, o Educafro identificou que 41 vagas deixaram de ser destinadas a candidatos pretos e pardos em concursos para professores da Universidade Federal de Sergipe, entre 2014 e 2019. O MPF foi comunicado sobre as falhas na aplicação das cotas raciais e ajuizou uma ação civil pública. O resultado foi um acordo judicial, no qual a Universidade se comprometeu a devolver integralmente as vagas, estabelecendo o percentual de 40% das vagas a candidatos negros nos concursos futuros até chegar ao quantitativo correto. A atuação conjunta do MPF, da Educafro e do Opará, em Sergipe, tornou-se referência e inspiração para as unidades do órgão. Fonte: MPF-RO Leia Também MPF apura se Universidade e Instituto Federal de Rondônia cumpriram lei das cotas raciais em seleção de professores Cuidados contra vírus da dengue durante o Carnaval 2025 são reforçados pelo governo de RO Atuação do MPF garante moradia a trabalhadores rurais de assentamento em Rondônia UNIR abre processo seletivo para Mestrado em História da Amazônia Reforço de médicos acelera atendimentos cardiológicos na rede municipal de Porto Velho Twitter Facebook instagram pinterest