Por Assessoria
Publicada em 11/02/2021 às 10h28
Depois de inúmeras rodadas de negociação em 2020, o Sindicato dos Professores de Instituições de Ensino Superior Privadas do Estado de Rondônia (SINPRO) e o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particular do Estado de Rondônia (SINEPE) fecharam a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2020 dos professores de faculdades particulares do estado de Rondônia.
Ainda no ano passado, diante do cenário de pandemia que assola o mundo e na tentativa de buscar um acordo, o SINPRO havia proposto ao SINEPE o fechamento de uma CCT emergencial pelo menos com a reposição da inflação do período que foi de 2,46% (dois vírgula quarenta e seis porcento) e a manutenção dos benefícios já conquistados.
Mas nem mesmo assim o SINEPE-RO quis assiná-lo, ele alegava que as instituições estavam com inadimplência elevada, baixa captação de alunos e muitas desistências, cancelamentos e ainda a MEDIDA PROVISÓRIA Nº 927, DE 22 DE MARÇO DE 2020 que prorrogava os acordos e as convenções coletivas vencidas ou vincendas.
O SINPRO destacava nas reuniões que o professor não poderia pagar essa conta, visto que já está sendo impactado, com o aumento dos seus gastos, em função do ensino remoto e ainda que pedirá judicialmente para as instituições que não pagam, uma ajuda para esses professores que tiveram que aumentar sua estrutura e ainda estão tendo gastos para realizar suas aulas remotas.
Frente ao cenário de intransigência patronal e indefinição, o SINPRO insistiu demasiadas vezes para que se chegasse a um consenso em relação ao reajuste, contudo, na última reunião deste dia 10 (dez) foi homologado pelo SINPRO e o SINEPE o reajuste salarial para 2020, sendo:
Reajuste de 1,5% (um vírgula cinco por cento) +
Aumento de 10% sobre o Ticket Alimentação que passa de R$ 200,00 (duzentos reais) para 220,00 (duzentos e vinte reais) com pagamento retroativo à 01 agosto de 2020 +
Manutenção das cláusulas existentes.
Não foi o reajuste que esperávamos, muito baixo, contudo, diante da conjuntura atual do país e nesse estado de calamidade foi o que conseguimos com muita luta. Foi uma vitória em relação aos outros estados. Peço a DEUS que tudo volte ao normal e que essa pandemia vá embora o mais rápido possível, disse Prof. Luizmar Neves presidente do SINPRO.