• Capa
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Artigos & Colunas
  • Polícia
  • Geral
  • Interior
  • + Editorias
    • Brasil
    • Mundo
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Vídeos
  • Contato
SAÚDE

Pólio: caso na África indica necessidade de maior cobertura vacinal

Médico pede mais campanhas e cumprimento do calendário de imunização

Por Agência Brasil
Publicada em 28/02/2022 às 09h59

O primeiro caso de poliomielite selvagem no continente africano em mais de cinco anos deve servir de alerta para países com baixas coberturas vacinais contra a doença, como o Brasil. A avaliação é do presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha, que pede mais campanhas que reforcem a confiança nos imunizantes e lembrem as famílias de cumprir o calendário de vacinação das crianças.

"O recado que fica é de alerta pelo risco que a gente está correndo em decorrência das baixas coberturas vacinais", afirma Cunha. "Os números expõem essa vulnerabilidade. De cada dez crianças, três não estão vacinadas. É risco de uma situação totalmente evitável."

A circulação da poliomielite selvagem no mundo foi limitada pelo sucesso da vacinação contra a doença, que hoje só é endêmica no Paquistão e no Afeganistão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas cinco casos foram registrados em todo o mundo em 2021.

No último dia 17, porém, autoridades sanitárias do Malawi notificaram o primeiro caso selvagem de pólio na África em mais de cinco anos e declararam surto do poliovírus tipo 1. Para o diretor regional da OMS na África, Matshidiso Moeti, "enquanto a poliomielite existir em qualquer lugar do mundo, todos os países continuam em risco de importar o vírus".

A poliomielite foi declarada erradicada do Brasil em 1994, também pelo sucesso da campanha de vacinação. Apesar disso, desde 2015, o país não tem conseguido mais atingir a meta de 95% do público-alvo vacinado, patamar necessário para que a população seja considerada protegida.

Vacinas

No Brasil, duas vacinas diferentes são usadas na imunização contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil: a inativada e a atenuada. A vacina inativada deve ser aplicada nos bebês aos 2, 4 e 6 meses de idade. Já a vacina atenuada, que é administrada em gotas por via oral, é indicada aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

Segundo o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), a cobertura vacinal contra poliomielite foi de 67,66% em 2021, mas apenas 52,49% das crianças chegaram à dose prevista para os 4 anos de idade. Nas regiões Nordeste e Norte, a situação é ainda pior, com percentuais de 42% e 44% para a imunização completa, respectivamente.

Juarez Cunha lembra que baixas coberturas vacinais já foram responsáveis pelo retorno de circulação do sarampo, que foi declarado erradicado nas Américas em 2016 e voltou a infectar pessoas no Brasil em 2018. Ele destaca que, assim como na covid-19, parte dos infectados pela poliomielite fica assintomática, o que torna casos sintomáticos detectados ainda mais preocupantes.

“Oitenta por cento das pessoas que se infectam com a pólio não têm nenhum sintoma. Então, se foi identificado um caso que levou à doença pólio, significa que provavelmente no Malawi está ocorrendo uma circulação do vírus. Onde tem um caso já é muito preocupante", disse o presidenre da SBIm.

O caso registrado no Malawi foi relacionado à cepa do vírus que circula na província de Sindh, no Paquistão, e, segundo a OMS, não altera a certificação da África como região livre de poliomielite selvagem, concedida em 2020. Por ter baixas coberturas vacinais, o continente africano, porém, ainda convive com casos de poliovírus derivado da vacina, já que a vacina atenuada contém o vírus vivo e enfraquecido.

Em casos raros, o vírus atenuado é capaz de se replicar no intestino humano, sofrer mutações e se propagar, mesmo que com capacidade reduzida, por meio das fezes, se a população ao redor não estiver imunizada, risco que aumenta caso circule em uma região com problemas de saneamento e moradia. Quanto mais o vírus conseguir circular, maiores são as chances de sofrer mais mutações e recuperar a capacidade de causar paralisia.

Juarez Cunha explicou que, no Brasil, o risco do poliovírus derivado da vacina é menor, porque as crianças só recebem a vacina atenuada como reforço depois de já terem sido imunizadas com três doses da inativada, que é mais eficaz e segura por conter o vírus "morto". Mesmo assim, ele alerta que o risco existe e deve ser minimizado com uma cobertura vacinal elevada.

"As populações menos favorecidas são as que têm as menores coberturas vacinais. É uma vulnerabilidade sobre a outra vulnerabilidade, porque é justamente onde a gente tem menor possibilidade de controle, higiene e acesso a rede de esgoto", disse o médico.

O presidente da SBIm afirmou que, com tais riscos, é preciso investir em comunicação para informar sobre os calendários vacinais e reforçar a confiança da população nas vacinas. "Infelizmente, não temos nenhuma comunicação do Ministério da Saúde em relação às vacinas de rotina. Precisamos fortalecer o PNI e a comunicação do Ministério da Saúde", afirma ele. "Apesar de as pessoas não conhecerem a pólio, porque foram vacinadas, a doença ainda existe e tem risco de voltar. Temos que passar esse recado e o recado de confiança na vacinação, que não tem sido passado por governantes, instituições e até profissionais de saúde, em especial para a vacina da covid-19, mas isso acaba impactando todas as vacinas."

Brasil sem casos desde 1990

Procurado pela Agência Brasil, o Ministério da Saúde respondeu que o Brasil não detecta casos da doença desde 1990 e recebeu em 1994 da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem do seu território, juntamente com os demais países das Américas.

"A pasta realiza ações de comunicação ao longo de todo o ano, não apenas durante as campanhas de vacinação, para reforçar a informação sobre a segurança e a efetividade das vacinas como medida de saúde pública", afirma o ministério, que destacou ainda que as coberturas vacinais de poliomielite foram de 76,05%, em 2020, e de 67,66%, em 2021.

"Já para o primeiro reforço, as coberturas vacinais são de 68,32%, em 2020, e 58,07%, em 2021. Todos esses dados ainda preliminares e, portanto, estão sujeitos a alterações", acrescentou o Ministério da Saúde.

Geral SAÚDE
Imprimir imprimir
 
Leia Também
Trump lança canal próprio após ampliar confronto com imprensa nos EUA
"TRUMP TV"
Trump lança canal próprio após ampliar confronto com imprensa nos EUA
Rússia deseja um acordo de paz com a Ucrânia, não um cessar-fogo temporário, diz Kremlin
ATAQUES CONTINUAM
Rússia deseja um acordo de paz com a Ucrânia, não um cessar-fogo temporário, diz Kremlin
Terras raras, tarifas, agro e IA: entenda o que Trump e Xi negociam e os impactos para o Brasil
ENCONTRO DE LÍDERES
Terras raras, tarifas, agro e IA: entenda o que Trump e Xi negociam e os impactos para o Brasil
Trump lança canal próprio após ampliar confronto com imprensa nos EUA
"TRUMP TV"
Trump lança canal próprio após ampliar confronto com imprensa nos EUA
Hildon, Rogério, Fúria e Netto faltam ao debate do SBT; Samuel e Expedito exemplos de confronto tóxico; e 'vale-tudo' deve ser freado
RESENHA POLÍTICA
Hildon, Rogério, Fúria e Netto faltam ao debate do SBT; Samuel e Netto: confronto tóxico
Rússia deseja um acordo de paz com a Ucrânia, não um cessar-fogo temporário, diz Kremlin
ATAQUES CONTINUAM
Rússia deseja um acordo de paz com a Ucrânia, não um cessar-fogo temporário, diz Kremlin
Jornalista relata ameaça após publicar vídeo sobre campanha de Fúria: “Dez pessoas na sala, me intimidando”
ENTREVISTA
Jornalista relata ameaça após publicação sobre Fúria: “Dez pessoas na sala, me intimidando”
Terras raras, tarifas, agro e IA: entenda o que Trump e Xi negociam e os impactos para o Brasil
ENCONTRO DE LÍDERES
Terras raras, tarifas, agro e IA: entenda o que Trump e Xi negociam e os impactos para o Brasil
Caerd o e leilão fracassado; Léo declara apoio a Dr. Gilber; e Bruno Bolsonaro Scheid intensifica corpo a corpo
COLUNA FALANDO SÉRIO
Caerd e o leilão fracassado; Léo declara apoio a Dr. Gilber; e Scheid intensifica corpo a corpo
Iniciativa que amplia acesso à educação infantil coloca TCE de Rondônia entre os finalistas de prêmio nacional de inovação
INOVAÇÃO SOCIAL
Iniciativa que amplia acesso à educação infantil coloca TCE de Rondônia entre os finalistas de prêmio nacional de inovação
CNJ cancela R$ 4,7 bilhões em precatórios ligados ao Master
CASO MASTER
CNJ cancela R$ 4,7 bilhões em precatórios ligados ao Master
Tsunami meteorológico: entenda o evento raro e rápido que atingiu SC
FENÔMENO RARO
Tsunami meteorológico: entenda o evento raro e rápido que atingiu SC
Espigão do Oeste abre inscrições para a Copa Rural de Futebol Society 2026
Competição
Espigão do Oeste abre inscrições para a Copa Rural de Futebol Society 2026

Mais Lidas

1. Veritá: Bruno Scheid lidera pesquisa consolidada para o Senado e dispara como primeira escolha dos rondonienses
2. TCE-RO manda prefeito manter suspenso aditivo de mais de R$ 700 mil em contrato de frota
3. Adaílton Fúria diz que perdeu suporte do governador: “Está apoiando outro candidato”
4. Hildon “foge” do debate; Abib e Netto adotam tom propositivo; e pesquisas viram “Rivotril eleitoral”
5. Marcos Rogério lidera com 50,3% dos votos válidos em nova pesquisa Veritá para o Governo de Rondônia
Rondônia Dinâmica
  • E-mail: [email protected]
  • Fone: 69 3229-0169
  • Whatsapp: 69 98433-4817

Editorias

  • Política
  • Artigos & Colunas
  • Geral
  • Polícia
  • Interior
  • Brasil
  • Mundo
  • Esportes
  • Entretenimento

Sobre

  • Privacidade
  • Redação
  • Fale Conosco

Redes Sociais

  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Pinterest
  • Youtube
  • Feed RSS

Copyright © Todos os direitos reservados | Rondônia Dinâmica