
Publicada em 31/05/2022 às 15h07
O Conselho de Segurança da ONU pediu nesta terça-feira (31) aos governos do Golfo da Guiné que tomem mais medidas para impedir a pirataria na área, que se tornou de longe a mais perigosa do mundo para o sequestro marítimo.
A resolução do Conselho de Segurança, aprovada por unanimidade apesar das altas tensões entre a Rússia e o Ocidente, disse que "condena fortemente" o aumento da pirataria nas águas da África Ocidental.
Assim, "insta os Estados-membros da região do Golfo da Guiné a tomarem medidas imediatas, a nível nacional e regional, com o apoio da comunidade internacional, quando solicitadas pelo Estado em causa".
Ele também pediu a todas as nações da região que desenvolvam seus próprios planos e criminalizem a pirataria nas leis nacionais.
De acordo com um relatório da ONU, 27 dos 28 sequestros de navios registrados no mundo em 2020 ocorreram no Golfo da Guiné.
Estendendo-se por 5.700 quilômetros do Senegal a Angola, o Golfo da Guiné é rico em petróleo e peixe e faz fronteira com cerca de 20 países, incluindo alguns com capacidades navais e de guarda costeira limitadas.
A resolução foi co-patrocinada por Gana e Noruega, que disseram que a pirataria representava riscos internacionais.
Harold Agyeman, embaixador de Gana nas Nações Unidas, chamou a pirataria marítima de "uma grande preocupação de segurança" na África, ressaltando estimativas conservadoras que colocam seu custo para os Estados costeiros em US$ 1,925 bilhão por ano.
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