• Capa
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Artigos & Colunas
  • Polícia
  • Geral
  • Interior
  • + Editorias
    • Brasil
    • Mundo
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Vídeos
  • Contato
SAÚDE

Vacinação contra febre amarela caiu durante a pandemia

Especialistas alertam para risco da doença em centros urbanos

Por Agência Brasil
Publicada em 10/06/2022 às 15h53

A cobertura vacinal contra a febre amarela, doença hemorrágica com alta letalidade, caiu no país, revelou estudo realizado por pesquisadores da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O levantamento mostrou que, desde o início da pandemia de covid-19, o número de doses da vacina contra a febre amarela administradas diminuiu em quatro regiões do Brasil. Os dados mostram que, na Região Norte, foi registrada queda de 34,71%, na Centro-Oeste, 21,72%, na Sul, 63,50%, e na Sudeste, 34,42%.

Professora do Departamento de Enfermagem Maternoinfantil e Saúde Pública e uma das autoras do artigo Tércia Moreira Ribeiro da Silva disse que o levantamento é um estudo ecológico [dados referem-se a grupos de pessoas e não a indivíduos], de série temporal, baseado em dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI). “O objetivo do trabalho foi analisar o número de doses da vacina contra febre amarela aplicadas antes e durante a pandemia. Concluímos que a redução do número de doses da vacina pode favorecer o ressurgimento de casos de febre amarela urbana no país".

Fatores e riscos

Tércia Moreira explica que muitos fatores têm favorecido a redução da cobertura vacinal, como a implantação do novo sistema de informação sobre imunização (SI-PNI), fatores sociais e culturais que afetam a aceitação da vacinação e a disponibilidade inconstante de imunobiológicos nos serviços de atenção básica.

“Além disso, a cobertura vacinal no Brasil não é homogênea. Investigar e monitorar zonas de baixa cobertura vacinal é um eixo estratégico de boas práticas de gestão destinadas aos programas de imunização e preconizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”, observa.

O risco da queda da vacinação contra a febre amarela, alerta a professora, é o surgimento de nova onda da doença no Brasil. “A incidência em cidades de grande porte pode favorecer o ressurgimento da febre amarela urbana. Os resultados desse estudo podem orientar estratégias e políticas de saúde focadas em zonas geográficas prioritárias que mostraram diminuição da taxa de doses de vacina contra febre amarela aplicadas ao longo do tempo”, concluiu.

A doença

A febre amarela é uma doença hemorrágica causada por um vírus do gênero flavivírus, que se destaca entre as doenças infecciosas que podem ser evitadas por meio de vacinas, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas acima de seis meses.  A doença é comum em 47 países de baixa e média renda nos continentes africano e sul-americano. Com níveis variados de gravidade e letalidade, a febre amarela é responsável por ao menos 60 mil mortes por ano. Segundo estimativas, no período de 2000 a 2021, a doença apresentou taxa de letalidade de 47,8%, considerada elevada.

Não é só a cobertura vacinal contra a febre amarela que sofreu queda. Segundo levantamento disponibilizado pelo DATASUS, essa realidade se estende às demais vacinas. Para a maioria dos imunizantes disponibilizadas, a cobertura deveria ser maior que 95%.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Mônica Levi, acredita que a causa da queda de cobertura vacinal de febre amarela é a mesma que leva a cobertura baixa como um todo.

“A primeira e muito importante causa é a falta de percepção do risco. Ficou essa noticia sobre a febre amarela bombando lá atrás, em 2017 fez filas enormes para a vacinação. É uma doença que caiu no esquecimento porque não bate número significativo dos casos e não é matéria da mídia. Mas, a hora de vacinar é quando as coisas estão calmas. O povo tem que ser chamado, o Programa Nacional de Imunização tem que ter uma comunicação efetiva porque a febre amarela vai aumentar, é uma doença cíclica, como outras”.

Ela cita as doenças como a dengue e a meningite. “São doenças que tem fases que abaixam a incidência, depois tem picos novamente, assim como a dengue, a meningite, anos que são piores, anos que são melhores. Mas, é uma doença que existe direto. E todo mundo tem que ter uma dose de vacina e menores de cinco anos duas doses [da febre amarela]. É no momento que não está tendo um surto de febre amarela no país que é hora de vacinar todos os brasileiros. Para não ter que fazer o que aconteceu, em 2017, tivemos que fazer uma dose valer por cinco, porque de uma hora para outra não tinha quantitativo para vacinar todos os brasileiros”.

Vacinação em dia

A diretora da SBIm reforça a importância de vacinar antes do surto aparecer. “A falta de percepção do risco é o problema muito grave da nossa cultura. [A pessoa] está escutando sobre a doença, está com medo e vai vacinar, não está com medo, não vai. Com a gripe é assim, esse ano temos 44% de cobertura vacinal, por exemplo, porque nos últimos dois anos, com a covid-19, a gente teve pouca gripe, nós não tivemos nenhum H1N1 com muitos casos ou sofrimento em outros países e tivesse refletido aqui no Brasil. Já vimos filas gigantescas contra a gripe e agora campanhas que são estendidas [por baixa cobertura vacinal]  como é o caso desse ano”.

A redução de todas as vacinas pode ocasionar o surto de doenças para as quais existem vacinas disponíveis gratuitamente pelo SUS. “Não é hipotético, o surto de sarampo é um exemplo real. Desde 2018 tivemos entrada de novo do vírus do sarampo que chegou pela Região Norte e rapidamente cruzou os estados e até o momento a gente continua tendo circulação. As campanhas não estão sendo efetivas, não estamos conseguindo controlar um surto que começou em 2018. E de outras doenças que já estavam eliminadas, como rubéola, síndrome da rubéola congênita, difteria, todas essas doenças estão correndo o risco de voltarem a fazer parte dos nossos fantasmas”, lamenta Mônica.

A diretora da SBIm finaliza com um alerta: “a febre amarela não tem aquela questão da imunidade coletiva, depende da picada de um mosquito, então é realmente uma vacina que existe para toda a população brasileira e vai proteger o indivíduo que é vacinado. É a única forma de proteção.”

Geral SAÚDE
Imprimir imprimir
 
Leia Também
Prefeitura segue trabalhando para que a saúde pública atenda com eficiência a população
ESPIGÃO DO OESTE
Prefeitura segue trabalhando para que a saúde pública atenda com eficiência a população
Programa “Minha Nota Tem Valor Para Vilhena” vai sortear prêmios em dinheiro, motos e carro 0km em 2026
VILHENA
Programa “Minha Nota Tem Valor Para Vilhena” vai sortear prêmios em dinheiro, motos e carro 0km em 2026
Restauração de meio-fio reforça manutenção viária em Ji-Paraná para garantir mobilidade
INFRAESTRUTURA URBANA
Restauração de meio-fio reforça manutenção viária em Ji-Paraná para garantir mobilidade
Prefeitura segue trabalhando para que a saúde pública atenda com eficiência a população
ESPIGÃO DO OESTE
Prefeitura segue trabalhando para que a saúde pública atenda com eficiência a população
Programa “Minha Nota Tem Valor Para Vilhena” vai sortear prêmios em dinheiro, motos e carro 0km em 2026
VILHENA
Programa “Minha Nota Tem Valor Para Vilhena” vai sortear prêmios em dinheiro, motos e carro 0km em 2026
Restauração de meio-fio reforça manutenção viária em Ji-Paraná para garantir mobilidade
INFRAESTRUTURA URBANA
Restauração de meio-fio reforça manutenção viária em Ji-Paraná para garantir mobilidade
Prefeitura lança Alvará Descomplicado: agora licença para construções é emitida em até cinco dias úteis
JARU
Prefeitura lança Alvará Descomplicado: agora licença para construções é emitida em até cinco dias úteis
Estudantes da rede estadual do município de Ariquemes se destacam na redação do Enem 2025
EDUCAÇÃO PÚBLICA
Estudantes da rede estadual do município de Ariquemes se destacam na redação do Enem 2025
SINTERO defende direitos e valorização da educação infantil junto à CNTE; presidente Lula sancionou, em 8 de janeiro
PISO NACIONAL
SINTERO defende direitos e valorização da educação infantil junto à CNTE; presidente Lula sancionou, em 8 de janeiro
Deputado Alan Queiroz solicita implantação de estações de recarga para veículos elétricos na BR-364
Modernização
Deputado Alan Queiroz solicita implantação de estações de recarga para veículos elétricos na BR-364
Azul anuncia novos voos a Rondônia, mas somente a partir de abril, custo elevado do pedágio na 364 “acorda” os políticos
RD POLÍTICA
Azul anuncia novos voos a Rondônia, mas somente a partir de abril, custo elevado do pedágio na 364 “acorda” os políticos
Ação conjunta cumprem mandados durante investigação de duplo homicídio
Riozinho
Ação conjunta cumprem mandados durante investigação de duplo homicídio
Alex Redano indica complementação de diárias para servidores estaduais em missões integradas
Valorização
Alex Redano indica complementação de diárias para servidores estaduais em missões integradas
Publicidade MFM

Mais Lidas

1. TCE-RO suspende pregão de R$ 9,8 milhões após apontar irregularidades em licitação de fertilizantes
2. Cada dia chegam mais candidatos a governador de Rondônia — e o tabuleiro começa a lotar
3. As eleições começam em janeiro: Rocha fora do Senado; Leoni pode ser vice de Fúria; Netto no PT; e Flori puxando “briga”
4. Quatro cursos de Medicina em Rondônia são reprovados no Enamed e devem sofrer punição
5. Entrevista: Flori diz ser de direita, afirma que Bolsonaro sofre lawfare e confirma articulações para 2026: “Meu nome começou a aparecer”
Rondônia Dinâmica
  • E-mail: [email protected]
  • Fone: 69 3229-0169
  • Whatsapp: 69 98433-4817

Editorias

  • Política
  • Artigos & Colunas
  • Geral
  • Polícia
  • Interior
  • Brasil
  • Mundo
  • Esportes
  • Entretenimento

Sobre

  • Privacidade
  • Redação
  • Fale Conosco

Redes Sociais

  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Pinterest
  • Youtube
  • Feed RSS

Copyright © Todos os direitos reservados | Rondônia Dinâmica