Publicada em 13/05/2024 às 10h43
O conceito de cidades-esponja busca usar a ciência para prevenir tragédias e alagamentos como aconteceu no Rio Grande do Sul. E, para mostrar um exemplo prático, o Fantástico foi até um parque de Nova York projetado de acordo com este conceito.
O repórter Felipe Santana entrevistou Tom Balsley, um dos arquitetos contratados para construir a nova era de Manhattan que, depois de séculos concretando tudo, vem buscando entender melhor sua geografia.
De um lado, corre para o sul um grande rio chamado Hudson. De outro, o que é chamado de rio do leste, na verdade é um estuário — um corpo de água com conexão com o mar dos dois lados e que obedece a maré.
Com o asfalto, quando chove muito e coincide com maré cheia, a cidade alaga — e a previsão é que alagará cada vez mais.
Nesse parque projetado de acordo com o conceito das cidades-esponja, quando chove e coincide com a alta da maré no estuário, a água pode escoar por canos subterrâneos que desembocam em um grande pântano de 6 mil metros quadrados, cheio de plantas nativas que gostam da água salgada — o fundo é como uma esponja que absorve a água e evita que ela escoe para a cidade.
"Historicamente, esse lugar onde nós estamos era assim. O que nós tentamos fazer e reproduzir o que era antes. Ele se torna uma esponja que convida a água a entrar e a absorve. Essa aqui é uma vala de drenagem natural. Ela recebe a água, tanto que vem do estuário quanto a que vem do cidade, e aqui plantamos espécies que gostam de serem inundadas e não vão morrer", explica Tom.