
Publicada em 27/02/2025 às 15h41
Um carro atropelou vários pedestres que estavam em um ponto de ônibus e deixou 14 pessoas feridas, nesta quinta-feira (27), em um cruzamento ao sul de Haifa, cidade no norte de Israel.
Segundo a imprensa israelense, uma das vítimas está em estado crítico, uma jovem de 17 anos, e duas ficaram gravemente feridas. O jornal "Haaretz" afirma que uma pessoa teve ferimentos moderados, e outras cinco tiveram ferimentos leves — as outras cinco pessoas receberam tratamento para ansiedade.
O porta-voz da polícia relatou ao site de notícias Ynet que, após atingir pedestres, o motorista fugiu. Ao avistar policiais cerca de 4 km depois do local do ataque, ele atingiu uma viatura e um dos agentes, antes de ser baleado e morto.
"Ele foi baleado e neutralizado pela polícia, e isso encerrou o ataque. Ainda estamos realizando buscas para ver se ele agiu sozinho ou se havia outros cúmplices", afirmou.
O vice-comissário da polícia israelense afirmou que o ataque foi terrorista.
De acordo com o Ynet, o motorista foi identificado como Jamil Ziud, um homem de 53 anos, natural de uma aldeia perto de Jenin, na Cisjordânia, casado com uma mulher árabe-israelense, que entrou no território israelense "ilegalmente".
Em Israel, palestinos da Cisjordânia ou da Faixa de Gaza que se casam com muçulmanos que moram no Estado de Israel não têm direito à cidadania israelense.
A área de Jenin, na Cisjordânia, tem sido alvo de ataques frequentes do Exército de Israel. No fim de semana, Israel fez uma incursão com tanques de guerra no território palestino pela primeira vez em mais de 20 anos. Estima-se que 40 mil pessoas na Cisjordânia tenham sido deslocadas pelos israelenses desde o início do cessar-fogo em Gaza, em 19 de janeiro.
'Estadia prolongada' na Cisjordânia
Israel ordenou que seus militares se preparem para uma "estadia prolongada" em partes da Cisjordânia, enquanto intensifica operações contra grupos terroristas e extremistas, disse o ministro da Defesa, Israel Katz, no domingo (23).
Em um comunicado, Katz afirmou ter ordenado a ampliação das operações nos campos de refugiados palestinos de Jenin, Tulkarem e Nur al-Shams, no norte da Cisjordânia, com o objetivo de desmantelar a infraestrutura desses grupos. Ele disse que 40 mil palestinos deixaram esses campos.
O Exército israelense anunciou que enviará tanques para Jenin como parte da ofensiva, no primeiro deslocamento desse tipo para a região norte da Cisjordânia em mais de 20 anos.
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