
Publicada em 02/04/2025 às 15h51
A China anunciou que concluiu seus exercícios militares em Taiwan nesta quarta-feira (2).
Em comunicado, o porta-voz das Forças Armadas do país anunciou a conclusão da operação ao redor da ilha, que descreveu no dia anterior como "um alerta severo" contra a busca do território pela independência, e disse que o país "concluiu todos os seus objetivos planejados nos exercícios conjuntos realizados de 1º a 2 de abril".
Em vídeo exibido pela CCTV, a mídia estatal chinesa, Pequim exibiu seu poderio militar: mostrou as tropas em ação, seus equipamentos e o lançamento de mísseis de longo alcance.
O comando do Exército confirmou ter realizado exercícios de tiro real com seus caças e foguetes nas águas do Mar da China Oriental, mas não identificou o local exato atingido durante o treinamento.
Afirmou que as manobras "de longo alcance com munição real" envolveram "ataques de precisão contra alvos simulados e instalações de energia" e pretendiam "testar a capacidade das tropas" em áreas como "o bloqueio e o controle e os ataques de precisão contra alvos-chave".
Ameaças a Taiwan
Nesta terça-feira (1º), o porta-voz das Forças Armadas chinesas afirmou que a operação conjunta envolveu forças navais, aéreas e terrestres. O objetivo seria simular um bloqueio da ilha, que Pequim considera parte de seu território.
Shi Yi afirmou que as manobras se concentram em "patrulhas de preparação para combate marítimo e aéreo, e no bloqueio de áreas-chave e rotas marítimas" e que as Forças Armadas chinesas "se aproximam da ilha de Taiwan a partir de múltiplas direções".
O Ministério da Defesa de Taiwan afirmou ter detectado 21 navios de guerra ao redor da ilha, incluindo um porta-aviões, além de 71 aviões e quatro navios da Guarda Costeira, nas primeiras 24 horas de ação chinesa.
Em resposta, o governo de Taiwan mobilizou seus aviões e navios de guerra e ativou o sistema terrestre de mísseis de defesa.
