Publicada em 02/08/2025 às 11h30
O governo de Rondônia evidencia resiliência do estado e fortalece as ações de apoio aos negócios, ao setor produtivo e aos trabalhadores, atento a defender a economia rondoniense diante do assunto mais comentado da economia mundial: o tarifaço, imposto pelos Estados Unidos ao Brasil e que tem preocupado os governos estaduais diante dos impactos da taxação americana, prevista para entrar em vigor a partir do dia 6 de agosto.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha pontuou que o estado Rondônia destina um percentual pequeno de produtos aos Estados Unidos, não sendo o principal destino das exportações rondonienses. “Nos últimos anos, realizamos diversas missões internacionais e conseguimos ampliar as parcerias comerciais do estado, o que nos deixa em uma posição melhor para passar pelo tarifaço, caso ele se concretize’’, ressaltou.
EFEITO DA TARIFAÇÃO EM RONDÔNIA
Se a tarifação acontecer, os produtos do Brasil serão vendidos mais caros para os americanos, e com isso os americanos podem deixar de comprar do Brasil para comprar de onde for mais barato. O secretário de Estado de Finanças (Sefin), Luís Fernando Pereira, explica que para Rondônia não exportar aos Estados Unidos não é o principal problema, pois menos de 5% das exportações são para o país.
‘‘Em tese, não seria algo tão impactante, não afeta a arrecadação tributária já que não se tributa na exportação constitucionalmente, não gera arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)’’, disse o secretário. Mas o problema, segundo análise do secretário, é o efeito indireto da tarifação de 50% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, pois passaria a ter um fluxo menor de dólares entrando no Brasil.
‘‘Com isso o dólar se valoriza e encarece boa parte dos produtos, pois dólar é a moeda de referência do comércio global, afetando os combustíveis, insumos agrícolas, uma série de produtos essenciais, isso gera inflação no país, pressiona a ter uma taxa de juros mais elevada, isso gera incertezas, inibe investimento, reduz oferta e empregos, o que faz com quem a economia tenha uma perda de vigor, ameaça a economia nacional entrar em um período de recessão’’.
MAIS PARCEIROS COMERCIAIS
Os impactos da tarifação dos EUA para o Brasil e para Rondônia foi tema do SefinCast disponível neste link: https://youtu.be/22sFmz1F_GA?si=mc8RTZnr7nodimmy . Durante a programação, foi explicado que alguns estados devem sentir os efeitos da tarifação mais do que Rondônia e isso tem uma explicação. O analista tributário e economista da Sefin, Kleyve Jorge, explicou que os principais produtos exportados do Brasil para os Estados Unidos são petróleo, café, carne bovina, aeronave e suco de laranja, e o percentual muda dependendo do estado, há estados mais dependentes das exportações para os Estados Unidos, o que não é o caso de Rondônia.
E o principal fator apontado, pelo economista Otacílio Moreira, como vantagem de Rondônia em relação a situação de outros estados, é o fato de Rondônia ter diversos parceiros comerciais. ‘‘As missões internacionais realizadas pelo governo de Rondônia fomentam a promoção comercial do estado e abrem novos mercados,” destacou. O levantamento da Coordenação de Geointeligência de Dados Econômicos, vinculada à Secretaria de Estado Desenvolvimento Econômico (Sedec) do governo de Rondônia, com base nos dados do comércio exterior brasileiro: Comex Stat, aponta que Rondônia, que estava em 41 países em 2000, já chega a 116 países em 2024. Kleyve complementou que com mais parceiros comerciais, cada um fica com um percentual pequeno, e assim mesmo que aconteça o desconforto comercial com algum, a exemplo que ameaça acontecer com os EUA, a economia rondoniense consegue se reorganizar e ser resiliente.



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