Rondoniadinamica
Publicada em 09/07/2021 às 10h15
Porto Velho, RO – Apesar das diferenças com o presidente da CPI da Pandemia Omar Aziz (PSD-AM), o senador de Rondônia Marcos Rogério, membro-governista nos trabalhos, criticou a nota oficial expedida pelas Forças Armadas sob guarida do Ministério da Defesa, este comandado atualmente pelo general do Exército Walter Braga Netto.
“Inadequada”, classificou o congressista.
A emissão foi acompanhada pelos comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, respectivamente: Almir Garnier Santos, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira e Carlos de Almeida Baptista Júnior.
Parte da manifestação indica o seguinte:
“Essa narrativa, afastada dos fatos, atinge as Forças Armadas de forma vil e leviana, tratando-se de uma acusação grave, infundada e, sobretudo, irresponsável.
A Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira são instituições pertencentes ao povo brasileiro e que gozam de elevada credibilidade junto à nossa sociedade conquistada ao longo dos séculos.
Por fim, as Forças Armadas do Brasil, ciosas de se constituírem fator essencial da estabilidade do País, pautam-se pela fiel observância da Lei e, acima de tudo, pelo equilíbrio, ponderação e comprometidas, desde o início da pandemia Covid-19, em preservar e salvar vidas.
As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às Instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro”.
A ÍNTEGRA PODE SER LIDA NO SITE DO MINSISTÉRIO DA DEFESA CLICANDO AQUI
Em sua fala no Senado, Aziz disse que as Forças Armadas devem estar muito envergonhadas “e que fazia muito tempo que o Brasil não via membros do lado podre” das instituições que as compõem.
Mais tarde, ele voltou ao assunto para dizer que não estava generalizando, “que as Forças Armadas têm comandantes brilhantes e destacou o papel das Forças, especialmente na Amazônia, o estado dele”.
Marcos Rogério, apesar de achar a manifestação do Ministério da Defesa e das Forças Armadas “inadequada”, colocou “panos quentes” alegando que a situação fora motivada pelo “calor dos fatos”.
“Acho que eles tenham levado em conta apenas a primeira parte da fala do presidente Omar [Aziz]”, disse o congressista rondoniense.
Ele continuou: “Uma coisa é investigar membros das Forças Armadas, das forças policiais e outra é atacar a instituição”.
E concluiu:
“Do mesmo jeito que não acho certo atacar a instituição Senado, também não acho correto atacar as Forças Armadas”, finalizou o demista.
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