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Assessoria/Prefeitura
Publicada em 02/10/2021 às 09h54
A pandemia está praticamente no fim (é o que se espera!). Mas as consequências dela ainda estão sendo sentidas no Cone Sul de Rondônia. E o reflexo está atingindo os setores público e o privado.
Recentemente, numa entrevista de rádio, o titular da Secretaria Municipal da Fazenda de Cerejeiras, Valdir Carlos, disse que o setor público não está encontrando produtos para comprar nos fornecedores. “Temos tentado comprar caminhões, maquinários e outros bens, mas não temos conseguido. Os fornecedores falam que não têm”, disse o secretário.
Por incrível que pareça, o efeito retardado da pandemia atingiu até o agronegócio, um setor da economia que ganhou a fama com a frase “o agro nunca para” na época em que a maioria dos segmentos pararam ou diminuíram seu ritmo.
Um profissional do agronegócio, acostumado a comprar grandes volumes de insumos para abastecer uma distribuidora, explica a situação. “A cadeia de logística está desordenada. A pandemia afetou de forma desigual e em momentos distintos em várias partes do mundo. Por exemplo, enquanto a China parava, aqui estava a todo vapor. Quando o Brasil paralisou, a China já tinha retornado. Isso desorganizou tudo e estamos tendo dificuldades de ter a disposição do consumir os insumos para a agricultura”.
Apesar do drama, no entanto, nenhum dos entrevistados pelo FOLHA DO SUL ONLINE acredita em desabastecimento. “Vai levar uns três meses para que a cadeia de logística do mundo se alinhe, mas esperamos que o produtor possa plantar neste ano sem ficar com falta de produtos, que podem até atrasar, mas haverá de chegar”, disse o profissional do agro ouvido pela reportagem.
URL: https://rondoniadinamica/noticias/2021/10/com-pandemia-chegando-ao-final-setores-publico-e-privado-sofrem-com-falta-de-mercadorias-em-fornecedores-no-cone-sul,114595.shtml