Rondoniadinamica
Publicada em 13/10/2021 às 10h44
Porto Velho, RO – Apesar de a corrida eleitoral já apresentar os primeiros rascunhos a pouco menos de um ano para sua concretização há um personagem cuja indefinição gera dúvidas no ar.
O ex-governador Ivo Cassol, condenado criminalmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por fraude em licitação, está, ainda, com os direitos políticos cassados.
Sua luta, antes de pensar em disputar de novo espaços pelo Poder, será travada nas searas do Judiciário.
Entretanto, é inegável que seu espectro popularíssimo detém a prerrogativa de desequilibrar contentas eletivas, exceto, claro, quanto tentar terceirizar o apoio.
Sua inesquecível frase “ninguém é bom sozinho” pode servir para todo mundo em todos os contextos, menos para ele próprio quando o assunto é a peleja política de a cada dois anos.
Cassol já tentou eleger parentes e até artistas... e nada.
Por outro lado, nas oportunidades em que se lançou candidato, eleito e reeleito governador e depois, em seguida, alcançando um assento no Senado Federal, Cassol demonstrou sobremaneira que está no jogo e tem feedback, encontrando eco junto à sociedade.
Nomes como Marcos Rocha, atual governador, mandatário do União Brasil regionalmente, Marcos Rogério, senador da República, Hildon Chaves, prefeito de Porto Velho e até do congressista licenciado Confúcio Moura precisam se acostumar com a ideia de entrar na disputa contra ele.
E ainda que não vença, certamente trará dor de cabeça na hora em que os votos passarem a se diluir nas urnas. São muitos caciques no jogo; Narciso, ainda carta fora do baralho, deseja tanto regressar ao comando do Estado que não se pode subestimar sua gana.
A incógnita envolta às suas credenciais deixa tudo ainda mais interessante porque não há como bater o martelo sobre quem tem mais chances num cenário tão nebuloso quanto esse.
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