
Globoesporte.com
Publicada em 30/03/2022 às 11h23
A Guerra entre Rússia e Ucrânia chegou ao 35º dia nesta quarta-feira (30). Por lá, Moscou afirmou que vai recuar ataques em Chernihiv e nos arredores de Kiev, a ONU registrou hoje que mais de 4 milhões de pessoas deixaram a Ucrânia, há risco de explosões em Chernobyl, e a perspectiva é de uma grande crise humanitária. De perto, quem acompanha isso é o lateral-esquerdo rondoniense, Matheus Leoni.
Ele já dividiu com o ge.globo/ro a apreensão com a situação local no início da guerra e segue observando de perto a situação. Agora, o que mais preocupa Leoni com relação a quem saiu dos conflitos é a situação dos refugiados.
A cidade de Kisvarda, na Hungria, fica a 27,9 km de Solomovo, na região de Zakarpatska, na Ucrânia. Logo, ele tem visto como os ucranianos têm chegado ao território vizinho.
– Na fronteira da Hungria com a Ucrânia, existem muitos, muitos, muitos refugiados pra minha cidade por Kisvarda ser perto da fronteira. A gente pode ver aqui na rua bastante ucranianos que estão chegando com suas famílias. Eles estão trazendo somente roupa do corpo e algumas coisas na mala e no carro. Nas ruas têm bastante gente pedindo auxílio. Hoje existem também algumas redes de ucranianos que estão se juntando para poder ajudar. A gente leva água, alimento, as coisas essenciais, alimentos para as crianças também, bastante alimento pra bebês, fraldas também que é muito importante e tem sido bastante importante para poder receber essas pessoas – disse ao ge.globo/ro.
Hoje, de acordo com dados da ONU, 4.019.287 moradores da Ucrânia migraram para durante o conflito no país. Desses, 2,5 milhões foram para a Polônia e 6,5 se moveram para outros país.
– Creio que a Europa, a União Europeia vai viver uma das maiores crises humanitárias de todos os tempos. Tem muita gente refugiada, muita gente saindo da Ucrânia para vir pra a Europa toda – analisa Leoni.
Nesta quarta-feira (30), o chefe da negociação russa, Vladimir Medinsky, afirmou que as negociações com a Ucrânia seguem. Ainda de acordo com ele, a Ucrânia se colocou à disposição para cumprir com algumas exigências russas. Do lado da Ucrânia, o negociador Mykhailo Podolyak, que faz parte da comitiva do país nas conversas com negociadores russos, se mostrou otimista com o andamento da conversa. Leoni, vendo toda essa situação, denota a bravura ucraniana em lutar.
– Os ucranianos são bastante patriotas. Eles demonstraram bastante patriotismo mesmo sendo a parte mais fraca do exército. Eles tem mostrado bastante resiliência, bastante resistência e isso tem feito um pouco que tudo se retarde para a Rússia poder conquistar a região de Kiev – relata.
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Hoje, a ONU estima que 13 milhões de ucranianos se encontram em áreas atacadas durante a guerra, sem conseguir fugir do país. Por essas pessoas, correntes de ajuda se mantiveram. Leoni inclusive cita ações de brasileiros para tentar ajudar a população local. O atleta fecha ainda falando sobre o trabalho humanitário da Frente Brazucra.
– Os brasileiros fizeram movimentos na Ucrânia com seus próprios carros para poderem resgatar os brasileiros que estavam lá. Resgataram jogadores, meninos que estão lá também passando por necessidades, famílias que tem filhos e tem sido muito legal. Ajudem o que puder – conta.
URL: https://rondoniadinamica/noticias/2022/03/rondoniense-que-joga-na-fronteira-hungara-relata-situacao-da-guerra-na-ucrania-e-teme-crise-com-refugiados,128156.shtml