Rondoniadinamica
Publicada em 30/03/2023 às 11h52
Porto Velho, RO – Apesar de já ter revogado a prisão preventiva de outros três envolvidos, a Justiça de Rondônia conservou o aprisionamento de um homem considerado líder de organização criminosa interceptada pela Operação Náufrago, deflagrada pela Polícia Federal (PF).
A organização é acusada pela movimentação de mais de uma tonelada de cocaína entre estados brasileiros.
A juíza de Direito Kerley Regina Ferreira de Arruda, da 1ª Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho negou o pedido do cidadão por entender que sua situação difere dos demais, já “liberados” por ora.
“No que concerne à argumentação da defesa, verifico que a condição do requerente em nada se assemelha àquela dos investigados soltos”, anotou.
E prosseguiu:
“Conforme já mencionado quando do recebimento da denúncia, o requerente é tido como líder da ORCRIM e, além de responsável direto pela movimentação de expressiva quantidade de droga entre Estados da Federação, ainda há fortes suspeitas de operacionalizar um esquema de lavagem de dinheiro por meio da organização criminosa que lidera, o que afronta não só a ordem pública como a ordem econômica. Não bastasse isso, o acusado é condenado em crime de porte de arma de fogo [...]”.
Após tecer outros comentários, a representante do Judiciário rondoniense declarou:
“Dessa forma, a prisão do requerente, ao menos por ora, é a medida mas eficaz, a fim de se evitar a reiteração da prática criminosa e garantir a correta aplicação da lei”, encerrou. O nome do indivíduo foi suprimido porque a lei lhe garante o direito ao contraditório e à ampla defesa, apesar de suas credenciais estarem publicadas, integralmente, no Diário da Justiça (DJ/RO) desta quinta-feria (30).
VEJA:
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