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CENSURA

Para a bancada federal de Rondônia, assunto sobre a censura quase aplicada a livros distribuídos nas escolas do estado não existiu

Porto Velho, RO — O intento obscurantista quase aplicado pela Secretaria de Educação (SEDUC/RO) em nome do titular da pasta, Suamy Vivecananda Lacerda de Abreu, com apoio do governador Coronel Marcos Rocha, do PSL, não foi concretizado porque o assunto vazou.

Com isso, o memorando-circular com o anexo contendo a lista dos títulos de clássicos da literatura brasileira que deveriam ser recolhidos a mando de Lacerda tornou-se notícia nacional, trazendo péssima repercussão à administração vigente.

Embora o tema tenha entrado em ebulição nacionalmente, a bancada federal silenciou a respeito e não houve pronunciamento dos oito deputados federais nem de Confúcio Moura (MDB), Marcos Rogério (DEM) e Acir Gurgacz (PDT), os senadores.

Mariana Carvalho (PSDB); Expedito Netto (PSD); Lúcio Mosquini, também emedebista; Dr. Mauro Nazif (PSB);  Jaqueline Cassol (PP); Sílvia Cristina (PDT); Léo Moraes (Pode) e Coronel Chrisóstomo (PSL) não se pronunciaram sobre o assunto.

O Ministério Público Federal (MPF) se manifestou no sentido de abrir procedimento apuratório a fim de averiguar o caso. Por outro lado, o Ministério Público do Estado (MP/RO), na figura do promotor de Justiça Alexandre Jésus de Queiroz Santiago, responsável pela análise de questões inerantes à educação, reuniu-se com o secretário Suamy Vivecananda na manha desta segunda-feira (10). O promotor "informou que foi instaurado um procedimento chamado Notícia de Fato para apurar o episódio do possível recolhimento de livros pela SEDUC/RO. Esse procedimento foi instaurado para apurar uma denúncia que chegou via Ouvidoria do MP/RO. O membro da instituição já está se certificando de que os livros não foram recolhidos e tem trocado informações com o MPF. 

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