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TENSÃO

Tropas norte-americanas matam um sírio em raro confronto no nordeste

Media estatais disseram que o homem morto era um civil, que se encontrava entre os residentes de uma aldeia a leste da cidade de Qamishli que se concentraram junto de um controlo do exército e atiraram pedras contra a caravana, derrubando uma bandeira dos Estados Unidos de um dos veículos.

Neste momento, segundo as notícias, os militares norte-americanos dispararam balas reais e lançaram granadas de fumo contra os moradores.

O porta-voz da coligação internacional conduzida pelos Estados Unidos Myles Caggins disse à agência France-Presse que uma patrulha da aliança "foi alvo de tiros de arma ligeira por parte de indivíduos desconhecidos", perto de "uma barreira das forças pró-regime", antes de "ripostar".

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) indicou que a caravana militar atravessou a aldeia de Kherbat Ammo "inadvertidamente", suscitando a ira de milicianos pró-regime e dos habitantes.

O OSDH deu conta de fogo cruzado, adiantando que o confronto causou um morto do lado do regime e que terminou após o envio de reforços e um ataque norte-americano que permitiram a saída dos dois veículos militares retidos na localidade.

"As forças de defesa nacional (pró-regime) retiveram os dois veículos norte-americanos (...) provocando o envio de pelo menos 10 outros veículos" pelas forças da coligação para os retirar, indicou uma fonte da polícia curda presente na região.

A província de Hassaké, no leste da Síria, está maioritariamente na mão das forças curdas, após a saída da região em 2012 do exército sírio.

 

Apenas algumas localidades, como a de Kherbat Ammo, ficaram sob controlo de milícias pró-regime.

A coligação internacional combateu durante vários anos nesta região ao lado dos curdos contra o grupo extremista Estado Islâmico.

O exército russo deslocou-se para a zona recentemente devido a dois acordos, um com as forças curdas e outro com a Turquia, na sequência da ofensiva de Ancara em outubro contra as milícias curdas, que lhe permitiu ocupar uma larga faixa fronteiriça no norte sírio.

A guerra na Síria, desencadeada em 2011, já causou mais de 380.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados.