☰
✕
  • Editorias
    • Política
    • Artigos & Colunas
    • Geral
    • Polícia
    • Interior
    • Brasil
    • Mundo
    • Esporte
    • Entretenimento
  • Últimas Notícias
  • Twitter
  • Facebook
  • instagram
  • pinterest
  • Capa
  • Fale Conosco
  • Privacidade
COLÔMBIA

Guerrilha colombiana ELN anuncia 'disposição' para dialogar com Petro

Publicada em 20/06/2022 às 16:10

O Exército da Libertação Nacional (ELN), a última guerrilha reconhecida na Colômbia, anunciou nesta segunda-feira sua "total disposição" para reiniciar negociações de paz com o presidente eleito, o esquerdista Gustavo Petro, após a ruptura dos diálogos pelo governo em final de mandato.

O ELN "mantém seu sistema de luta e resistência política e militar, mas também sua plena disposição de avançar em um Processo de Paz que dê continuidade à Mesa de Conversas iniciada em Quito em fevereiro de 2017", indicou o comando central da organização em uma declaração.

"Ontem Gustavo Petro foi eleito presidente, este governo deve enfrentar as mudanças para uma Colômbia em paz", acrescentou a guerrilha guevarista. 

Os diálogos foram interrompidos pelo presidente conservador Iván Duque (2018-2022) depois que os rebeldes atacaram uma escola de polícia com um carro-bomba em janeiro de 2019. O ataque deixou 22 vítimas, além do agressor. 

Seu antecessor, o ganhador do Prêmio Nobel da Paz Juan Manuel Santos (2010-2018), manteve conversações com o ELN no Equador e em Cuba, após assinar o acordo que dissolveu a guerrilha das Farc.

Duque, crítico ferrenho do pacto, desistiu de dialogar com os que mantiveram as armas diante de sua negativa de parar os ataques contra a população e a força pública. 

Também pediu a Cuba para prender e entregar o negociador do ELN, o que Havana se opôs apelando aos protocolos assinados pelas partes para garantir o retorno dos rebeldes a seu país se o processo de paz fracassasse. 

Após a eleição deste domingo, o senador e ex-guerrilheiro Petro (62 anos) será o primeiro presidente de esquerda na história da Colômbia com um programa de profundas reformas que inclui a retomada das negociações com o movimento comandado por Antonio García. 

Apesar dos duros golpes já enfrentados, o ELN está em expansão e hoje conta com 2.500 membros, segundo números oficiais. No momento das negociações, contava com cerca de 1.800 rebeldes.

Financiada principalmente pelo tráfico de drogas e extorsões, a guerrilha exerce forte influência na região do Pacífico e na fronteira com a Venezuela, além de alimentar uma extensa rede de apoio em pontos urbanos.

Formado em 1964, ao calor da Revolução Cubana, o ELN também manteve fracassadas negociações com os governos de César Gaviria (1990-1994), Ernesto Samper (1994-1998), Andrés Pastrana (1998-2002) e Álvaro Uribe (2002-2010). 

Fonte: AFP

Leia Também

Rússia intensifica ataques às vésperas da decisão da UE sobre candidatura da Ucrânia ao bloco

Alunas do Campus Calama concluem a primeira etapa do curso de Pintoras de Obras Prediais

Mark Zuckerberg mostra protótipos de óculos para realidade virtual: 'Vão criar experiências fantásticas'

Pescador captura maior arraia de água doce do mundo no Camboja

Primeiro infectado com varíola dos macacos recebe alta em SP

  • Twitter
  • Facebook
  • instagram
  • pinterest
  • Capa
  • Fala Conosco
  • Privacidade
© Rondônia Dinâmica, 2020